[O que estou fazendo] Purgatorial, de Fernando Ribeiro

Eu traduzi Isaac Asimov.

Eu traduzi parte de ‘Tigana’, um dos grandes clássicos contemporâneos da Fantasia. E traduzi a trilogia original de Shannara, que deu o pontapé inicial na onda de fantasia nos moldes tolkenianos em que vivemos até hoje.

Trabalhei editorialmente em ‘Outlander’, um dos maiores best sellers do seu gênero. Também mexi em uma coletânea dos grandes George R. R. Martin e Gardner Dozois.

E antes já tinha editado uma coletânea de Nelson de Oliveira.

Mas nunca na vida tinha editado um livro de poesia. Traduzido poesia. Trabalhado com poesia.

Minha relação com rimas e métricas sempre foi de leitora – tirando, claro, aquela fase que todo adolescente com a sensibilidade mais aflorada passa, de tentar expressar-se assim, colocando sentimentos confusos em estrofes e versos. Para o bem da humanidade em geral e da literatura em particular, foi fase, passou e não deixou maiores danos. Só alguns documentos no Word que eu tenho dó de apagar.

Só li.

Os clássicos brasileiros, portugueses (yep, li Pessoa e Camões. Mas li Espanca, Sá-Carneiro, Bocage e por aí vai), os ingleses, os franceses e até os alemães (Ich sprache um pouco de Deutsch, dá pra arranhar um Goethe da vida numa tradução bilíngue).

Aí, numa nessas guinadas que a vida dá, virei editora da Aquário, a iniciativa mais legal do atual cenário editorial brasileiro. E eis que surgiu a oportunidade de trabalhar em um livro de poesia. Portuguesa. Contemporânea.

Do vocalista de uma das minhas bandas preferidas.

É. Eu travei um pouco na hora de cair a ficha. Eu acompanho o trabalho da banda desde 2001, mais ou menos. E sou completamente apaixonada pelas letras do Fernando Ribeiro. É uma questão de identificação e de inspiração – as músicas do Moonspell inspiraram alguns dos contos que mais me são caros, como “Queda e Paz” e “Como nos tornamos fogo“.

Foi difícil conseguir segurar a emoção da fã na hora de ser profissional, mas acho que consegui. Até porque o material que eu recebi é simplesmente maravilhoso.

A edição portuguesa é o conjunto de três livros anteriores do Fernando (Como escavar um abismoAs feridas essenciaisDialogo de vultos) com poesias inéditas. Quando negociamos uma edição nacional, logo surgiu a ideia: e se colocássemos material diversificado junto?

Ele adorou a ideia. E assim, a edição brasileira da Aquário tem mais conteúdo que a original, incluindo pequenos poemas sobre as cidades pelas quais ele passou na última turnê, contos, um ensaio sobre Crowley e pessoa, um extrato de um romance ainda inédito – e o que vai fazer os fãs do Moonspell surtarem: um diário da passagem da turnê Road to Extinction, em que o Fernando destila toda a sua sinceridade, com a qual tomamos contatos em seus posts no blog.

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O livro recebeu um trabalho gráfico lindo do Estevão Ribeiro (Editor da Aquário e meu marido, pra quem não sabe), que usou como base a capa original portuguesa da Saída de Emergência. Ele realmente caprichou nessa edição, cheia de detalhes que combinam com a essência de um livro tão diverso.

E agora, falo como leitora. Eu sou fã, mas sou crítica. Vocês sabem disso.

Se o livro não tivesse me tocado imensamente, eu não estaria aqui falando dele. Faria meu trabalho e só. Mas as poesias do Fernando Ribeiro tiveram em mim o mesmo impacto que as letras das músicas do Moonspell. Eu li o arquivo com elas de uma vez só, sem pensar em editar, revisar. O primeiro contato foi o de leitora – eu queria ter tido um olhar mais distante, mas foi impossível. Fui simplesmente arrastada.

Não entendo poesia. Sei do que eu gosto. Gosto de Pessoa, Augusto dos Anjos, Tennyson, Keats, algum Baudelaire e nem todo o Bilac.

E do Fernando Ribeiro – que tem óbvias influências de Pessoas, mas que me fez lembrar muito de Augusto dos Anjos, da sua ânsia de minúcias biológicas e escatológicas. Não sei explicar se existe diferença entre ser um compositor e ser um poeta, já que não sou nenhum dos dois. Mas há compositores que nunca me tocaram enquanto poetas. Aqui, o caso foi completamente diferente. Mesmo quando voltei ao livro para editá-lo e revisá-lo (mantendo, na parte em verso,  a grafia portuguesa sem o Acordo, como as poesias foram originalmente apresentadas), por vezes parei e selecionei trechos:

Assiste ao corpo o direito de renunciar ao mundo.
Assiste aos olhos o direito de reclamar legítima
defesa contra as cores.

Mas o estúpido sorriso
E o estúpido caminho
Não me ajudam a
Deixar de estar sozinho.
Uso a táctica do pedestal
Pela última vez
E já ninguém cá chega
Mas também ninguém fica.
(A táctica do pedestal)

Apetece-me o labirinto,
A morte,
A descida.
(Poema d’ amoníaco)

Rastos e restos,
Rasos e fundos.
Armadilhados de sede
no peito desfeito.
Em defesa, acrobacia do nada.
Guerra aberta, dimensionada no tudo.
(Rastos e restos)

Nada espero.
Tudo quero.
Se me dessem o mundo
enfiava-o na mala.
(Mala)

Colher-te das árvores
beber-te das poças
da pele de quem passava
distraído
pela ausência
de quem fomos.
(Bomba de pregos)

Isso é uma amostra. Meu arquivo com quotes desse livro tem quase 25 páginas no Word, só da parte de poesia.

O extrato de romance, ‘O Bairro das Pessoas’, tem uma prosa frenética, desenfreada, enquanto os contos são mais lovecraftianos e lentos em sua composição, com um cuidado especial na construção da atmosfera. Há dois textos de não-ficção: um relato sobre a morte do vocalista do Batóry e um pequeno ensaio sobre Pessoa e Crowley. Os dois, além de informativos, são uma pequena janela para o mosaico de influências que formam a poesia e as composições do autor.

A edição finaliza com um verdadeiro presente aos  fãs do Moonspell: o diário de turnê tem uma sinceridade rasgada, contando as dores de uma turnê, as dificuldades de se manter fiel ao sonho mesmo quando o mainstream musical já não encara o rock pesado (ou melhor dizendo, o rock em geral) tão bem. Sim, o Moonspell é conhecido no meio, tem fãs, mas isso não significa que tudo sejam flores, que os lugares sejam ótimos, que a divulgação ajude – ou que a vida pare de acontecer. E Fernando não esconde nada: o contato nem sempre fácil com os fãs, as más notícias que quebram a rotina, a hipocrisia musical portuguesa… está tudo ali, de forma nua e crua, despudorada, raivosa, amarga, mas gentil e doce por vezes.

Este post é para falar desse livro, do qual tenho um orgulho gigantesco. Mas também para convidar vocês para o lançamento. Com autógrafos. Sim, o Fernando Ribeiro está no Brasil, vai tocar no Rock in Rio e vai fazer uma pequena turnê com a banda. Aproveitando, também irá fazer lançamentos do livro. Serão dois no Rio, um em Curitiba e outro em São Paulo – em São Leopoldo (RS), o lançamento vai ser no show.

Eu estarei em todos (menos no de São Leopoldo) e mal posso esperar para compartilhar esse trabalho com vocês!

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A literatura fantástica brasileira hoje em dia… quanta diferença.

Só um pensamento que me veio hoje à cabeça, por causa do Dia da Consciência Negra.

Estou no meio do que internamente se chama ‘fandom’, mas que na verdade é o campo que engloba os produtores de literatura fantástica nacional desde 2004. Ou seja, dez anos nessa vida. E as coisas vem mudando.

Vejo a nossa produção de literatura fantástica brasileira hoje e sinto orgulho de ser parte do processo que a transformou do clubinho dos homens heteros brancos do sul sudeste (que eventualmente deixavam uma das meninas brincar com eles) no polo de diversidade que é hoje.

As pessoas agora se preocupam com diversidade e representatividade. Em fazer com que vozes diversas sejam ouvidas. Em questionar quando comportamentos não inclusivos se apresentam. Temos escritores negros, temos escritoras, pessoas de todo o país, pessoas de todos os gêneros, preferências sexuais, identidades sexuais, cores e sabores. Todo mundo produzindo e lutando. E de vez em quando, geramos discussões e debates sobre isso. Como os posts do Jim Anotsu e do Lucas Rocha no Nem Um Pouco Épico.

Tem um longo caminho pela frente. Sim, temos problemas ainda, e a ‘heteronormatividade branca machista’ ainda se apresenta. Mas tá muito melhor, e acho que tive uma pontinha de culpa nisso, junto com muita gente boa. Estamos no bom caminho, meu povo. Não podemos desistir.

Ursula K. Le Guin: Precisaremos de escritores que possam se lembrar da liberdade

A Ursula K. Le Guin foi homenageada pela sua contribuição à literatura americana no National Book Award de 2014 e o seu discurso ao aceitar o prêmio tem quer ser lido por qualquer um que queria ser escritor – ou que já seja um.

Traduzi a transcrição do discurso que está aqui – e contei com a ajuda do Petê Rissati para dar uns ajustes. Leiam e reflitam.

(Neil é o Gaiman, que a apresentou para a platéia)

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“Agradeço a você, Neil, e aos responsáveis por este lindo prêmio. De coração, obrigada. Minha família, meu agente e editores sabem que estar aqui é tanto mérito deles tanto quanto meu, e que este belo prêmio é tanto deles tanto quanto meu. E me alegro em recebê-lo e compartilhá-lo com todos os escritores que foram excluídos da literatura por tanto tempo, meus colegas autores de fantasia e ficção científica – escritores da imaginação, que nos últimos cinquenta anos este belo prêmio ir parar na mão dos chamados ‘realistas’.

Acredito que tempos difíceis estão por vir, quando desejaremos ouvir a voz de escritores que consigam ver alternativas ao que vivemos hoje e possam enxergar além desta nossa sociedade, tomada pelo medo e por sua tecnologia obsessiva, outras maneiras de existir, e que possam até imaginar possibilidades reais de esperança. Precisaremos de escritores que possam se lembrar da liberdade. Poetas, visionários – os realistas de uma realidade mais ampla.

Neste momento, acredito que precisamos de escritores que saibam a diferença entre a produção de um bem de consumo e a prática artística. Desenvolver material escrito para se adequar a estratégias de venda e maximizar o lucro corporativo e a renda publicitária não é bem a mesma coisa que ser um editor ou autor de livros responsável.

Porém, vejo os departamentos de venda ganharem controle sobre o editorial; vejo minhas editoras em um pânico tolo de ignorância e ganância, cobrando de bibliotecas públicas seis ou sete vezes mais do que cobram dos consumidores. Acabamos de ver um aproveitador ameaçar uma editora por desobediência e escritores ameaçados por uma fatwa corporativa, e vejo muitos de nós, produtores que escrevem os livros e fazem os livros, aceitando isso. Deixando esses exploradores nos vender como desodorantes e nos dizer o que publicar e o que escrever.

Livros, vocês sabem, não são apenas mercadorias. A motivação pelo lucro está frequentemente em conflito com os objetivos da arte. Vivemos no capitalismo. O seu poder parece ser inevitável. Assim era o poder divino dos reis. Os seres humanos podem resistir a qualquer poder humano e mudá-lo. A resistência e a mudança muitas vezes começam na arte, e muitas vezes mais na nossa arte – a arte das palavras.

Tive uma carreira longa, uma boa carreira. Em boa companhia. Agora, aqui, no final dela, realmente não quero assistir a literatura americana ser apunhalada pelas costas. Nós que vivemos da escrita e da vida editorial queremos – e devemos exigir – a nossa parte dos resultados. Mas o nome da nossa bela recompensa não é lucro. O seu nome é liberdade.

Obrigada.”

O quotidiano de um ladrão-de-sonhos

Rober Pinheiro me chamou para participar de algo muito bacana, o projeto Quotidianos. Como minha vida anda mais incerta que o destino dos direitos humanos neste nosso país, não pude assumir uma coluna quinzenal – pena, pois ficaria muito bem acompanhada. O projeto reúne alguns dos melhores novos escritores da literatura fantástica brasileira (e vendo a lista, pensei ‘ainda bem que não pude aceitar, pois estaria deslocada no meio de tanto talento’) fazendo dupla com ilustradores realmente fantásticos.

Aos trancos e barrancos, porém, consegui escrever um conto e assim estrear a lista de convidados do site. Todo o sábado, uma dupla fora da lista de colaboradores cotidianos apresenta um trabalho. E meu conto ‘Sono de beleza’ inaugurou com ilustração do Estevão Ribeiro!

Quem for lá ver, vai se deparar com um personagem que já apareceu antes, o Ladrão-de-Sonhos cuja origem foi contada aqui. Foi bem difícil  principalmente porque o Rober queria textos pequenos, para leitura na web e eu – pasmem vocês que me acompanham desde sempre – ando com dificuldade de escrever qualquer coisa com menos de 3000 palavras. Além do mais, queria pegar o espírito da coisa e fazer algo bem… quotidiano.

Passem por lá e leiam! E não esqueçam de conferir os outros textos. Essa semana estrearam por lá Jim Anotsu, Tânia Souza, Cirilo Lemos, Claudio Parreira e Alliah. Semana que vem, mais cinco autores irão aparecer: Felipe Castilho, Fernando Salvaterra, Osíris Reis, Rober Pinheiro e Sumaya Sarran.

Acompanhem que é um projeto que promete revitalizar a produção webficcional da literatura fantástica nacional.

#EuLeioOMundo

Mais uma campanha de apoio ao autor nacional invade as redes sociais. Sinceramente, até simpatizo com campanhas espontâneas, vindas de leitores que querem divulgar autores que eles conheceram faz pouco tempo, que os fascinam por estarem ali tão próximos e poderem mostrar mundos novos. Acho realmente bacana quando são os consumidores que elogiam e aplaudem a qualidade do produto, quando é a platéia que ovaciona o espetáculo que assistiu.

Só que não leio livros ou autores nacionais.

Leio livros. Muitos. Compro muitos e muitos, quase um por semana (isso agora que estou *tentando* me conter)

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Esses eu comprei ontem. Mas juro que estou tentando parar.

Claro que leio o que os meus amigos escrevem e o que eles publicam, sempre que possível. E isso independe da nacionalidade, já que tenho amigos aqui, ali e mais acolá!

Escolho livro por sinopse, capa, resenha, cheiro, simpatia, carisma, sorte, destino, tédio, proximidade física da prateleira, pelos dados que os deuses jogam com o Universo ou pelo resultado da partida de pôquer do Nada com a Anti-Matéria. 

Tem dias que entro no sebo e quero pegar um encadernado, com as bordas gastas e anotações nas bordas. Daqueles que deram o nome à essas lojas, verdadeiros templos da Poeira e dos Ácaros.

 
E semanas em que acordo e só quero o livro novo da modinha, com a anja que se apaixonou pelo vampiro que caça fantasmas com ajuda de um bruxinho. Dane-se o preço, se é ruim e se preciso rodar todas as poucas livrarias da cidade atrás dela.

Às vezes, de noite, pego meu Kindle, digito palavras aleatórias e escolho o livro com a pior capa possível. Ou com a sinopse mais bizarra. Ou o mashup mais esquisito (Meowmorphosis foi uma dessas compras mais esquisitas que fiz e me diverti HORRORES). Simplesmente deixo os códigos binários regerem minhas próximas leituras.

Não me lembro, mesmo, de ter pego um livro, no sebo, na livraria, no Kindle, na vida, porque o autor é queniano ou nasceu em Abu Dhabi. Até já escolhi por querer um livro escrito por uma mulher ou por um autor mais novo. 

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Parte da Pilha de Livros a Ler. É bem multinacional.

Afinal, quem pede passaporte é a Alfândega.

Então, caro integrante do meu séquito de 3,6574 leitores, sabe o que sugiro a você?

Leia. Leia de tudo, leia o mundo. Pegue um livro porque é o que você quer fazer, sem se importar por motivos, bandeiras ou convicções.

Cada página lida é a bandeira de um país que só você pode visitar e só você conhece. Cada livro que você termina é um atlas completo, o universo inteiro e mais alguns outros cabem ali, na sua estante.

De onde veio o autor é mero detalhe.

E na Bienal de São Paulo…

… teremos a minha gloriosa, luxuriante e nababesca presença! TODOS OS DIAS!

Sim, meninos e meninas, estarei na Bienal de São Paulo a partir de amanhã, até o dia 19!

E o que irei fazer lá esse tempo todo?

Trabalhar, que vida de servidora pública é dura, mas vale a pena. (E autografar livros, no estande da Vermelho Marinho, O 69)

Estarei no estande da BN (M 40) comandando uma programação especial sobre literatura que está IMPERDÍVEL!

Chamei autores, editores, blogueiros, ilustradores, pesquisadores – e gente que é um e outro e aquele outro também – para bater-papo, ler suas histórias e trocar experiências.

As sessões começam na sexta-feira, a partir das 10:30 h e terão uma hora e meia de duração. É só chegar lá e participar com a gente. Estão todos intimados. 🙂

 

‘A nova literatura jovem brasileira’


Sexta-feira, dia 10 de agosto
10:30
Ana Cristina Rodrigues – A Fantasia e a História
Ana Cristina Rodrigues é escritora, historiadora e mãe, não necessariamente nessa ordem. Vive em Niterói, com o marido, o filho e um número sempre flutuante de animais diversos. Geralmente escreve fantasia histórica, mas também se aventura pela fantasia urbana, pela Ficção Científica e pelo Terror. É autora da antologia de contos curtos AnaCrônicas e organizou as coletâneas Espelhos Irreais (2009), O melhor do Desafio Operário (2009), Bestiário (2012), além de ter sido editora da Llyr Editorial. Tem contos publicados em várias coletâneas e sites no Brasil e no exterior.

15:00
Graciela Mayrink – A dura vida de uma jovem escritora
Graciela Mayrink Roldão nasceu em agosto de 1975 no Rio de Janeiro. É formada em agronomia pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), com mestrado em fitopatologia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). De 2002 a 2010 esteve à frente do site de automobilismo SuperLicença. Até Eu Te Encontrar é seu romance de estreia.

Sábado, dia 11 de agosto
10:30
Íris Figueiredo – O jovem, a vida virtual e o livro: uma relação amorosa
Íris Figueiredo é romântica, apaixonada por livros e música e também sonha com seu Príncipe Encantado. Nasceu em 1992, cresceu em São Gonçalo – RJ, e foi homenageada como cidadã exemplar do município em 2011. Graduanda em Comunicação Social pela UFRJ, é a organizadora do Clube de Leitura de SG e madrinha do Clube do Livro Instituto C&A. Uma das contistas em Meu Amor é um Anjo (2011) e autora de Dividindo Mel (2011),  trabalha com leitura crítica e mantém um blog sobre literatura jovem. Escreve suas ideias mirabolantes nas horas vagas. site http://www.literalmentefalando.com.br blog http://www.iris-figueiredo.blogspot.com

15:00
Clinton Davisson – Ficção Científica e educação: o projeto ‘Pensando o Futuro’
Clinton Davisson é formado em jornalismo pela UFJF, tem pós-graduação em Cultura Africana e Indígena pela FEMASS. Além de jornalista, é músico, roteirista e cartunista. Em 1999, lançou o romance Fáfia – A Copa do Mundo de 2022 juntando ficção científica e futebol com boas doses de humor. Em 2000, escreveu a novela ‘Hegemonia’ que ficaria com o 3º lugar no Prêmio Nautilus da revista Scifi News Contos. O conto se transformaria, sete anos depois, em Hegemonia – O Herdeiro de Basten, o primeiro da saga que mostra a história de uma civilização vivendo sob uma Esfera Dyson. Atualmente, é presidente do Clube de Leitores de Ficção Científica

Domingo, dia 12 de agosto

10:30
Rober Pinheiro – A diversidade na literatura fantástica
Rober Pinheiro é publicitário, tradutor e escritor. Cearense radicado em São Paulo, é autor do romance de fantasia Lordes de Thargor, o Vale de Eldor (2008) e de contos situados neste e em outros universos fantásticos. Participou, entre outras, das coletâneas Paradigmas IV (2010), Imaginários 3 (2010) , Medieval Sci-Fi (2010), Sagas, Vol. 1 – Espada & Magia, (2011), Histórias Fantásticas 2 (2011) , Fantasias Urbanas (2012), Bestiário (2012) e Paradigmas Definitivos (2012). É organizador do projeto A Fantástica Literatura Queer (2011 / 2012) e da coletânea Fragmentos do Inferno (2011). Escreve com uma frequência oscilante no blog http://roberpinheiro.blogspot.com e no site outracoisa.com.br

15:00
Carlos Orsi – Os desafios de escrever Ficção Científica para crianças e jovens
Carlos Orsi, natural de Jundiaí (SP) é jornalista especializado em cobertura de temas científicos e escritor. Já publicou os volumes de contos Medo, Mistério e Morte (1996) e Tempos de Fúria (2005) e os romances Guerra Justa (2011), Nômade (2011) e As dez torres de sangue (2012). Seus trabalhos de ficção aparecem em antologias, revistas e fanzines no Brasil e no exterior.

Segunda, 13 de agosto

10:30
Martha Argel – Entre bichos e livros
Martha Argel é autora de romances de vampiros e de coletâneas de contos de literatura fantástica; participou também de várias antologias. Além de escritora, é bióloga, doutora em Ecologia e especialista em Ornitologia. Trabalhou muitos anos como cientista e na área ambiental e escreveu livros de biologia e de ciências, para o ensino fundamental e médio, e diversos livros de educação científica.

15:00
Ana Cristina Rodrigues – Como se faz um livro

Terça-feira, 14 de agosto de 2012

10:30
Felipe Castilho – Megabytes, letras e boitatás

Felipe Castilho é de São Paulo, do ano de 1985, mas já tem alguns cabelos brancos. E fica feliz a cada fio novo que encontra na cabeça. Já se mudou de casa por mais de quinze vezes, e talvez por isso tenha virado escritor: a sua única residência fixa sempre foi a literatura. Publicou nas coletâneas de contos Réquiem Para o Natal (2008), Alterego (2009), VII Demônios – Avareza (2012) e Erótica Fantástica (2012). Seu livro de estréia, “Ouro, Fogo & Megabytes”, foi lançado em abril de 2012 pela Gutenberg Editora.


15:00
Sérgio Pereira Couto – A literatura policial hoje e sempre
Sérgio Pereira Couto é jornalista e escritor. Colabora regularmente com revistas de história e sites especializados no assunto. Foi editor e repórter de revistas de ciência como Ciência Criminal e Discovery Magazine, além de editor-assistente de revistas de tecnologia como PC Brasil e Geek!. Tem textos, artigos e colaborações publicadas nas revistas Galileu e Planeta. É autor de 35 livros, com mais de cem mil exemplares vendidos somente no Brasil, entre eles os romances Sociedades Secretas, Investigação Criminal, Renascimento e Help – A Lenda de Um Beatlemaníaco. Atualmente, além de escritor, divide seu tempo com palestras e cursos sobre os assuntos de seus livros, incluindo Sociedades Secretas, História do Rock, Curiosidades da História e Introdução Básica à Ciência Forense.

Quarta-feira, 15 de agosto de 2012

10:30
Bruno Anselmi Mantagrano – Como ler os clássicos
Bruno Anselmi Mantagrano é escritor e organizador de coletâneas de literatura policial. Atualmente, cursa o mestrado em Literatura pela USP.

15:00
Tomaz Adour – Os desafios de um editor
Tomaz Adour é carioca e editor-chefe da Usina de Letras/Vermelho Marinho, editora voltada à descoberta de novos talentos da literatura brasileira.

Quinta-feira, dia 16 de agosto de 2012

10:30
Ana Cristina Rodrigues – Revisitando clássicos: zumbis, vampiros, monstros marinhos e novas versões para velhas histórias

15:00
Sérgio Pereira Couto – Informação e diversão: literatura investigativa

Sexta-feira, dia 17 de agosto de 2012

10:30
José Roberto Pereira – Letras no Vapor: o movimento steampunk
Nasceu em 1982, na capital de São Paulo. Formado em Letras pela Universidade Mackenzie, atuou como pesquisador pelo SBPC e CNPQ, atualmente é redator e revisor. Teve contos publicados na coletânea Anno Domini – Manuscritos Medievais (2008) e Pacto de Monstros (2009), além do romance O baronato de Shoah (2011).

15:00
J.M. Trevisan – RPG, Fantasia e Literatura
J. M. Trevisan é escritor, tradutor e editor. Foi editor-assistente das revistas Dragão Brasil e Dragon Slayer. É co-criador do cenário de RPG Tormenta e dos personagens da HQ Holy Avenger (vencedora do Troféu HQ Mix). Foi também o responsável pelo roteiro de ‘Landau 66’, curta metragem selecionado entre os 10 finalistas do AXN Film Festival 2008. Atualmente é colaborador da revista Rolling Stone Brasil e escreve os episódios de Ledd, história em quadrinhos publicada online.

Sábado, 18 de agosto de 2012

10:30
Estevão Ribeiro – Quadrinhos para todos
Estevão Ribeiro, capixaba, é criador do personagem de quadrinhos Tristão, lançado nacionalmente pela Escala em 2001. Ganhou o 2º lugar do Prêmio Capixaba de Literatura na Categoria Juvenil com Contos Tristes em 2007. Seu 1ª romance, o autobiográfico Enquanto ele estava morto…,  foi selecionado pela Lei de Incentivo a Cultura de Vila Velha. Recebeu o Troféu HQMix de Publicação Infanto-Juvenil pelo álbum Pequenos Heróis. Tem dois volumes das tirinhas de ‘Os Passarinhos’ publicadas pela Balão Editorial, o romance de terror A Corrente pela editora Draco e o livro infantil O livro dos gatos pela Llyr. Atualmente, trabalha como jornalista e roteirista e mora em Niterói, RJ.

15:00
Marcelo Amaral – Escrevendo para os jovens
Marcelo Amaral nasceu em 1976 no Rio de Janeiro, onde mora e atua como designer gráfico e ilustrador. Formado em Desenho Industrial pela UFRJ, possui MBA em Comunicação e Marketing pela ESPM e é pós-graduado em Animação e em Ergodesign de Interfaces pela PUC-Rio. Em 2012 publicou seu primeiro romance, o infanto-juvenil Palladinum – Pesadelo Perpétuo.

Domingo, 19 de agosto

10:30
Ana Flávia Abreu – Mistérios, poderes e romance

Ana Flávia Abreu cresceu lendo romances nacionais. Imaginava cada detalhe narrado pelo escritor. Se transportava para o mundo fictício em que acontecia cada história e se apaixonava por todas elas. Estudou em colégio militar, onde tomou gosto pela grafia. Se formou em Direito mas o amor pela escrita foi maior. Suas melhores inspirações para escrever vieram durante as madrugadas, quase trocando o dia pela noite. Kôra – O Pressentimento do Dragão é sua estreia no mundo fascinante da literatura, seguido por Kôra e a masmorra de Atro.


15:00
Estevão Ribeiro – Como dar medo no mundo de hoje

O que vem por aí – Fantasticon 2011

Como já é costumeiro nessa época do ano, vem aí a 5a Fantasticon!

/todoscomemora

E como também é costumeiro, estarei lá!

/acontabancáriachora

Sim, porque além de palestras, mesas redondas, oficinas e etcs, a Moonshadows monta a melhor loja de literatura fantástica do Brasil durante o evento, com lançamentos e raridades!

E dessa vez, eu irei ajudar a esvaziar a carteira de vocês. Estou participando de três coletâneas lançadas lá, além de dois livros editados por mim – sem contar os outros livros dos quais participei, que também estarão a venda!

Até sexta-feira, irei postar sobre esses lançamentos.

Hoje, vou chamar vocês para a mesa-redonda/bate-papo que vai acontecer no sábado, dia 13, sobre História e Literatura Fantástica. Estarei lá falando das minhas duas grandes paixões profissionais, ao lado de Max Mallmann, Christopher Kastensmidt e Roberto Causo. Por juntar pessoas com vivências e formações bem diferenciadas, que escrevem usando a História como ferramenta cada um ao seu jeito, vai ser muito bacana.

Como todo o evento, o bate-papo é gratuito. A distribuição de senhas começa uma hora antes. E vale a pena conferir toda a programação – que está aqui.

Quem quiser me encontrar por lá, estarei nos três dias. Espero vocês por lá!