[O que eu recomendo] Nine Princes in Amber, de Roger Zelazny

Existem livros que alteram a sua concepção de vida, mudando a forma de ver o mundo. E aqueles que fazem você visualizar literatura como arte de uma forma irrefutável. O problema é que, por causa de certo preconceito, o senso comum geralmente procura essas obras nos grandes clássicos ou nas obras premiadas da literatura contemporânea.

Não que isso não aconteça – A cor purpura, de Alice Walker, e Raízes, de Alex Haley, foram livros que me deixaram em choque por semanas. Porém, com meu amor pelo fantástico, muitos dos livros que tiveram esse impacto em mim são de literatura fantástica. Dos vinte livros mais importantes da minha vida, com certeza mais da metade são de Fantasia ou de Ficção Científica.

E um deles, com certeza, é o primeiro volume da série ‘Chronicles of Amber’ de Roger Zelazny, Nine Princes in Amber.

Pouco conhecido por aqui, Zelazny é um dos grandes nomes da fantasia mundial, ganhador de vários prêmios e autor de algumas das maiores obras do gênero, como Lord of Light e a série de ‘Amber’, que tem dois ciclos de cinco livros cada.

E foi o primeiro livro de toda a série que está naquela lista de vinte livros mais importantes da minha vida. Um dos fatores foi o estilo. Nine Princes in Amber não deve nada, na força da sua escrita e da sua narrativa, aos grandes clássicos da literatura do século XX. O autor nos conduz por uma trama intricada construindo imagens e cenas fortes e dramáticas, daquelas que se prendem na sua memória por anos.

(Possíveis spoilers a frente, apesar de estar em todas sinopses do livro)

A história é de Corwin, um dos nove príncipes do título, possível herdeiro de seu pai, Oberon, no trono de Amber -o único reino verdadeiro, do qual todos os demais são sombras. Porém, sua história está incompleta, pois ele começa o livro acordando em um hospital de Nova Iorque sem memórias – e irá recuperá-las de forma fragmentada e não linear. O narrador acompanha essa sua confusão mental, só nos revelando o que Corwin vai descobrindo.

Zelazny usava influências de mitologias diversas em várias de suas obras, e em ‘Amber’ é possível ver traços celtas, arturianos e, com muita força, das obras de Shakespeare, principalmente de Hamlet – a vontade de poder de Corwin tem ecos fortíssimos do príncipe da Dinamarca – e de Sonhos de uma noite de verão.

A trama política entre os nove príncipes, a sensação de que tem algo em suspenso que ainda não se revelou, a forma de viagem entre essas realidades irreais e a de Amber (que é ‘caminhar entre as sombras’, sendo que as ‘sombras’ seriam justamente esses mundos que não são tão verdadeiros), e as dimensões absurdas desse multiverso infinito até hoje são grandes influências para mim e para o que eu escrevo. Não é a toa que no Atlas Ageográfico de Lugares Imaginados a trama gira em torno de memórias perdidas que são recuperadas ao se caminhar. E sim, há toda essa questão de muitas realidades e universos, que vivem sob uma ameaça ainda não vista totalmente.

E nessa influência, estou muito bem acompanhada. Neil Gaiman tem uma admiração fortíssima pela obra de Zelazny, principalmente dessa série, assim como G. R. R. Martin.

“Ana, você acha que essa obra sai no Brasil?”

Ah, como eu queria, né? Que saísse e fosse um sucesso estrondoso para que eu colocasse na capa do Atlas: “Uma trama emocionante, comparável à Nove Príncipes em Amber de Roger Zelazny.” (modesta a beça, eu sei.)

Mas acho difícil. É uma série antiga e as editoras estão apostando pouco em grandes clássicos da fantasia – principalmente depois do fechamento da Saída de Emergência Brasil. Porém, finalmente os livros de Zelazny estão saindo em formato eletrônico na Amazon e os 3 primeiros da série já estão disponíveis. Vou comprar os três, para poder reler os dois primeiros e finalmente conseguir ler o terceiro – para ficar ansiosa esperando os demais.

 

 

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[O que estou fazendo] ‘O Atlas ageográfico de lugares imaginados’ finalmente tem uma primeira versão

Sim, isso mesmo.

Finalmente consegui terminar um romance – no momento, estamos no começo da primeira revisão e com 85 mil palavras. É uma sensação estranha. Eu achei que terminar um romance iria me tornar uma pessoa diferente, mas só me deixou com fome e com sono, ou seja, do jeito que sempre estou.

Muitas pessoas tem me feito algumas perguntas sobre o Atlas e reparei que, apesar de falar muito sobre ele nas redes sociais, raramente eu o defino ou o explico.

Então, vamos ao FAQ:

1 – O que é o ‘O Atlas ageográfico de lugares imaginados’?

É um romance de literatura especulativa. E também um livro ficcional que aparece nesse romance.

2 –  É fantasia?

Mais ou menos. O Atlas trata de assuntos  como memória, lembrança e autoconhecimento, em um cenário especulativo que tem muito de fantasia (deuses, magia, seres estranhos) como de FC (viagens interdimensionais, multiversos, realidades paralelas).

3 – De onde veio a ideia?

De várias coisas.

De dois contos que escrevi de Fantasia Urbana. Da vontade de fazer algo que se ligasse de forma indireta ao Ladrão-de-Sonhos. De explorar uma estrutura de romance diferente.

E de um desafio que eu me autolancei ao dizer ao estagiário que um dia escreveria um romance sobre aquela música do America, ‘Horse with no name’.

4 – Vai sair quando e por qual editora?

Não sei x2.

O livro ainda não está pronto. Ele foi escrito, mas falta muito prele chegar ao ponto de ser publicado. Só quando chegar nesse ponto é que vamos procurar uma casa. Ele não deve sair pela Aquário, pois na editora não estamos querendo publicar romances, mas de resto tudo pode acontecer.

5 – Afinal, sobre o que é?

A sinopse atual é essa:

Um deserto que existe, apesar de ser impossível, entre tempos e dimensões.

Um homem-morcego que carrega sozinho a dor de ter perdido seu mundo, e que não pode compartilhar essas lembranças.

Uma jovem cuja única pista para seu passado é um livro em branco.

Um rei exilado pelos demônios que comprou para se tornar mais poderoso.

Um cavalo sem nome.

Uma criatura que aparece e reaparece, sempre com um desafio.

Um universo multiplanar ameaçado.

Três dias de jornada em busca de respostas e lembranças, enfrentando obstáculos invocados por três entidades misteriosas.

Mas também posso dizer que é sobre uma moça sem memória, um homem-morcego, uma estátua dourada que se mexe, um cavalo e um deserto no qual eles foram parar sem saber bem porquê. E sobre cidades obliteradas, memórias trancadas, lembranças perdidas, amores desencontrados, viagens transdimensionais… e um Viajante que sabe mais do que os outros.

Ou seja: anos de trabalho, 85 mil palavras e eu não sei bem como responder sobre o que é esse livro.

Mas pelo menos ele existe:

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Inclusive em uma única e exclusiva cópia física – a única que jamais haverá dessa versão – já entregue às mãos do meu-melhor-amigo-e-grande-apoiador:

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(Sim, foi com um morceguinho desses incluso)

Voltando e despachando livros!

Oi, gente.

Prometo que vou tentar, semana que vem, postar sobre a experiência dos lançamentos e dos shows do Fernando Ribeiro e dos Moonspell no Brasil. Tá difícil processar as emoções todas que vivi nessa semana. Melhores férias da minha vida. Mesmo tendo trabalhado pra caralho.

Mas chegando em casa, fomos fazer um pequeno levantamento de estoque e descobrimos que meus coelhos estão sumindo!

Sim, isso mesmo.

Recebemos um pedido grande de ‘Anacrônicas – contos mágicos e trágicos’ na volta da turnê de lançamento de Purgatorial e descobrimos algo que me fez ficar (ainda) mais feliz.  A tiragem inicial foi de 1.000 exemplares. Nesse levantamento que fizemos aqui vimos que, entre vendidos e distribuídos, já se foram mais de 650!

Então, tudo dando muito certo – estou otimista e quero comprar uma passagem pra Europa ano que vem, lembrem disso – até o fim do ano essa tiragem esgota.

Quem quiser autografado, na minha mão, por R$26,50 (frete incluso) e biscoito, só falar no inbox.

Não me responsabilizo pelo estado do biscoito ao chegar na sua residência… ou dos coelhos, por falar nisso.

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Eu era uma fanfiqueira juvenil

Fanfics estão na moda.

E eu, como sempre fui meio hipster, era fanfiqueira antes de ser cool.

Escrevi um monte, mas muitas mesmo. Algumas se perderam em atualizações de hd, mudanças e simplesmente surtos de bom-senso de minha parte. Muitas das que sobraram não fazem mais muito sentido, pois eram ligadas aos jogos de RPG por email dos quais eu participava.

Para azar de vocês, tem algumas que eu acho que ainda podem ser divididas com o mundo.

Vou colocá-las lá no wattpad, sempre aos domingos.

Hoje, teve uma pequena de Hellblazer e uma maior, de Star Trek.

Espero que curtam! 😉

(PS: “Fé cega, faca amolada” e “Ernst Amedée Barthelemy Mouchez, espião de sua Majestade Imperial” estão sendo atualizados semanalmente! Aproveitem! É claro que se você me seguir por lá, fica mais fácil de saber das novidades)

 

 

A cara a tapa. E o traseiro na janela.

Povo bonito, uma dica sincera sobre algo que eu venho sentido faz tempos. Sei que muita gente que me acompanha é escritor, ou quer ser.

Hoje, resolvi dar minha contribuição pro dia internacional da mulher – que é amanhã – colocando no ar uma lista de trabalhos disponíveis online e gratuitamente de nossas escritoras fantásticas. Passei umas duas horas pescando na internet e o resultado está aqui.  Queria ter colocado contos de todas as autoras que citei na lista principal do meu post anterior. Mas foi bem complicado encontrar material de algumas, principalmente porque estava com tempo curto e não podia ficar procurando muito.

Senti falta da profusão de sites para contos  – ou mesmo de uma melhor organização dos blogs e sites pessoais que facilitasse o trabalho de quem tem interessem em encontrar esses trabalhos. Moleza foi encontrar vários contos e trabalhos curtos na Amazon, sempre muito baratos… mas pagos.

Gente, eu sei que a Amazon é um lugar bacana pra tentar ganhar um troco com nossos trabalhos mais curtos. Porém, vocês não podem esquecer de que web é principalmente a nossa vitrine, ainda mais para quem está começando, é indie ou trabalha com pequenas tiragens. Se você não coloca o seu trabalho a disposição das pessoas, como elas vão conhecer tudo o que você é capaz? Mesmo que seu conto lá esteja o mais barato que a Amazon deixa, se a pessoa não sabe quem você é e não tem ideia se gosta ou não do que você escreve, por que ela iria gastar seus tostões com você?

Vocês já pararam para se perguntar como eu, que tenho apenas um livro solo de contos, consegui meu lugar ao sol (que é pequeno, mas é limpinho)? Não foi com as coletâneas, pois acho que das muitas em que participei, só duas ou três devem ter batido os 1000 exemplares vendidos. Foi a minha atuação online, e não só com a ironia e acidez que me é peculiar! Tem um monte de trabalhos meus online por aí (aqui, eu listei uma parte dos que estão fora do blog. Os que estão publicados aqui, tem sua própria categoria – e fica a sugestão dessa organização para quem tem material online!)

Quando eu comecei, todo o escritor novato colocava contos online – em seus blogs, no blog dos outros, onde desse. Hoje, está mas difícil ver esse material para poder conhecer um pouco mais do trabalho de quem começou agora. O pessoal tem preferido colocar em antologias ou jogar na Amazon, mas isso atrapalha a descoberta.

Escritores fantásticos do Brasil, coloquem a cara a tapa e a bunda na janela virtual! Usem as ferramentas que temos – existem várias espalhadas por aí.

O que ando lendo – ‘Micrômegas’ de Voltaire

Acho que estou em fase francófila saudosista (me julguem), pois nesse começo de ano, peguei na estante outro autor francês clássico (isso depois de ter devorado ‘Le Chevalier Deliberée‘), que eu já conhecia, mas com uma obra mais falada do que lida: ‘Micrômegas’, publicado em 1752 e considerado por muitos um texto precursor da Ficção Científica.

 

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Acho que aqui cabe fazer uma pequena digressão. Não é um texto de Ficção Científica, mesmo levando em consideração o contexto científico da época. Voltaire não era nenhum ignorante das ‘Ciências Naturais’, sendo um conhecedor da obra de Isaac Newton, por exemplo. E isso aparece no texto, quando ele fala da disposição dos planetas e das galáxias, faz cálculos e comparações.

Porém, sua preocupação ali nada tinha a ver com a ciência, os astros, viagens interestelares. O filósofo usa a figura do alienigena que visita a Terra como alegoria, exemplificando os nossos problemas vistos pela ótica do outsider. O recurso é muito usado na literatura do século XVIII. Um exemplo? ‘As viagens de Gulliver’ de Jonathan Swift.

Se no texto do irlandês, um ser humano acaba indo parar em terras estranhas (com hábitos que servem de espelho exagerado para os da sociedade européia de então), Voltaire apresenta a viagem de dois alienígenas gigantescos e longa vida – um, o colossal Micrômegas, vem de fora do Sistema Solar, enquanto seu companheiro é de Saturno. Procurando por vida inteligente, acabam parando na Terra, que consideram um planetinha insignificante. E quase desistem da sua busca, quando encontra m um barco cheio de filósofos com quem travam um estranho debate. A mensagem do texto é da pequenez e mesquinharia da humanidade, que se prende nas suas guerras e diferenças.

A tradução está mediana, com algumas soluções complicadas, mas nada que comprometa o resultado final. O grande problema da  bela edição ilustrada da Autêntica, lançada ano passado, é a sua indecisão. Não consegue se decidir se é uma edição paradidática ou para leitores do cotidiano. Há notas de tradução bastante dispensáveis em edições comerciais, algumas com teor interpretativo. A introdução é rasa, acho que caberia chamar um especialista no tema para dar um pouco mais de profundidade.

Fica pela curiosidade de ter um texto de ‘FC’ de um dos maiores filósofos franceses do Iluminismo em uma edição com ilustrações bem pensadas.

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O que vem por aí – Fantasticon 2011

Como já é costumeiro nessa época do ano, vem aí a 5a Fantasticon!

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E como também é costumeiro, estarei lá!

/acontabancáriachora

Sim, porque além de palestras, mesas redondas, oficinas e etcs, a Moonshadows monta a melhor loja de literatura fantástica do Brasil durante o evento, com lançamentos e raridades!

E dessa vez, eu irei ajudar a esvaziar a carteira de vocês. Estou participando de três coletâneas lançadas lá, além de dois livros editados por mim – sem contar os outros livros dos quais participei, que também estarão a venda!

Até sexta-feira, irei postar sobre esses lançamentos.

Hoje, vou chamar vocês para a mesa-redonda/bate-papo que vai acontecer no sábado, dia 13, sobre História e Literatura Fantástica. Estarei lá falando das minhas duas grandes paixões profissionais, ao lado de Max Mallmann, Christopher Kastensmidt e Roberto Causo. Por juntar pessoas com vivências e formações bem diferenciadas, que escrevem usando a História como ferramenta cada um ao seu jeito, vai ser muito bacana.

Como todo o evento, o bate-papo é gratuito. A distribuição de senhas começa uma hora antes. E vale a pena conferir toda a programação – que está aqui.

Quem quiser me encontrar por lá, estarei nos três dias. Espero vocês por lá!

O que vem por aí: as novidades – II

Vamos por um momento ignorar o calor abissal do Rio de Janeiro e falar de coisas boas: livros.

Semanas atrás, estive na JediCon para rever amigos e… lançar um livro.

O M.D. Amado, guardião do Estronho, me chamou para ser uma das autoras convidadas do primeiro volume de uma coleção bem interessante, a Extraneus. Se eu parei para pensar, quando ele me disse o tema, sequer pestanejei.

“Medieval Sci Fi”

Quem me conhece só um pouquinho sabe que, se eu tenho alguma tietagem literária, ela se resume em uma palavra:

Desde que por acaso o livro ‘A dama do falcão’ bateu nas minhas mãos, me tornei aficcionada pelo universo ficcional criado pela Marion Zimmer Bradley. Se a primeira vista pode parecer que é um universo de Fantasia, pense melhor.

Na verdade. Darkover é uma grande saga de Ficção Científica que se passa em uma ‘colônia perdida’, um planeta que foi colonizado por uma das primeiras naves que saíram da Terra com essa função mas que acabou se perdendo no caminho. Nos mais de 20 livros da série, o teor de FC vai se alternando- uns livros tem mais, envolvendo vários planetas, outros são praticamente fantasia ‘pseudo-medieval’ (acreditem, já perdi horas da minha vida discutindo se em Darkover existe feudalismo e vassalagem…) pura.

Além de Darkover, você pode pensar em pelo menos mais duas séries excelentes de livros: Dragões de Pern da Anne MacCaffrey (infelizmente ainda não traduzida no Brasil) e Duna, do Frank Herbert (o primeiro livro foi relançado no Brasil agora pela Aleph, u-hú!)

Então, coloquei mãos à obra. Resisti a tentação de fazer uma fanfic disfarçada das três séries (amo todas) e pensei em algo que fosse meu. Lembrei de um conto que eu tinha começado, mas parei por causa de uma mania muito feia que estou adquirindo: o excesso de worldbuilding. Comecei a rebuscar muito o cenário, aí a trama mesmo ficou de lado.

Mas nada que um prazo a ser cumprido não faça. E foi assim que as aventuras de Cartouche e sua companheira Noemia ganharam forma. O conto é um meio, não é um começo nem um final nas histórias que ainda tenho para contar desse cenário e desses personagens. Ele é um ponto de virada e traz uma grande mudança na vida dos dois – e tem um dragão.

Engraçado que quando o comecei, tentava fazer algo dentro do ‘new weird’, só para ver o que saia. Tem muito pouco de ‘new weird’ e saiu um conto muito dentro do meu estilo, mesmo que fuja da temática.

Só acho melhor parar de falar antes que eu mesma dê spoilers do conto. Mas esperem novidades sobre ‘A vida do tecnogitano Cartouche’. 🙂

Ah sim, deixa eu compartilhar aqui três coisas:

– O link no IMDB do filme que me inspirou;

– O vídeo do Blackmore’s Night com a música tema do meu Cartouche:

– A opinião do Cazeri – do Café de Ontem – sobre o conto:

Ana Cristina Rodrigues mantém um clima de fantasia clássica na história de Cartouche e vai, pouco a pouco, adicionando elementos científicos até compor um ambiente fantástico e único, com elegância nas palavras e criando um dos personagens mais carismáticos que conheci na atualidade.

Uau, né? Se quiser ler a resenha toda, vai no site dele – que é altamente recomendado!

E quem quiser comprar o seu exemplar com autográfo por R$ 20,00 mais frete (se for pra fora do Rio de Janeiro), só entrar em contato na caixa de comentários!

***

Essa semana começo as minhas retrospectivas. No FC e Afins, só resenhas de livros lidos esse ano. Aguardem!

Preview da HQ de ‘Correndo nas Sombras’

‘Tão lembrados que eu comentei sobre a adaptação de um conto meu para quadrinhos?

Finalmente ficou pronto.

Eu fiz o roteiro e meu-amigo-de-fé-irmão-camarada Alex Lancaster fez os desenhos. O resultado ficou foda – mesmo, não há outra palavra! Vocês vão conferir na coletânea de quadrinhos nacionais Inkshot – aliás, o Estevão vai estar lá também.

Com vocês, a segunda página da versão em inglês de Correndo nas Sombras

Inkshot2Clica que aumenta.

Curiosamente, é o primeiro trabalho ficcional meu em conjunto com o Lancaster, apesar dos muitos anos de amizade. Certo, antes fizemos o famoso artigo sobre o pulp na Scarium, mas aquilo é outra história.

Espero que curtam.

(Lembrando, o conto é esse aqui)