Do prêmio ou de escolhas que devemos fazer…

Ou como respirar fundo e não mandar todo mundo ir pra um lugar escuro e distante.

Vamos começar pelo começo: A pretensão do prêmio era – ainda é – ser um prêmio voltado à LITERATURA dentro da Ficção Especulativa, englobando também obras dedicadas a discuti-la. E a ser uma decisão POPULAR, para o bem e para o mal que isso possa significar.

Houve desvirtuamento dessa pretensão inicial? Sim, houve – por parte de autores que viram nisso uma tentativa de obter um ‘título’ sem se importar com os meios para obter isso. O irônico (eu ia colocar ‘engraçado’, mas é mais triste do que qualquer outra coisa)? Tem escritor reclamando dessa postura e fazendo exatamente igual.  E tem muitos que reclamam e pouco fazem para mudar esse quadro – por exemplo, pouquíssimos membros do CLFC ou da comunidade ‘FC’ no orkut já votaram. Tudo bem que os votos vão até 20 de abril, mas eu pensei que justamente por ter sido esse o segmento que mais clamou por uma premiação do tipo, seriam mais participativos.

Não, não estou satisfeita com o voto de claque. Mas já que querem que seja assim, vai ser. Só que chamei os peixes grandes – autores de boas vendas pra públicos fora do fandom – para participarem, divulgando a votação para os seus leitores. Vamos ver se os autores que convocaram seus amigos e familiares vão achar bacana quando os ouvintes do NerdCast começarem a aparecer – ou os fãs do rpg Tormenta, fieis leitores do Leonel Caldela. Ou as leitoras da Nazarethe Fonseca. É uma pena que o André Vianco não tenha lançado nada ano passado – aí eu queria ver se as mesmas pessoas que agora fazem esse tipo de campanha não iriam reclamar da injustiça de se fazer isso.

De resto, a minha decisão de fazer essa edição do prêmio ser a primeira e única é irrevogável. Aliás, foi a minha última iniciativa em prol de um ‘coletivo de escritores de FC e Fantasia’. Desde que entrei no tal do fandom, tentei realmente ser útil para o todo, mesmo aqueles que me atacavam – e ainda atacam, para aqueles que buscavam – e ainda buscam – deslegitimar o que eu falo. Eu já disse uma vez que acho que um livro que a Nazarethe Fonseca ou o Fábio Fernandes vendam é bom não só para eles, mas para todos nós – o que me inclui, claro. Um mercado mais forte e mais maduro, com leitores mais informados e mais dispostos, torna tudo mais fácil para quem quer escrever e ter seu trabalho reconhecido.

Eu juro que fiz o possível para ajudar nisso desde que fundei a Fábrica dos Sonhos, arranjei briga com Octavio Aragão e fui apresentada ao fandom – e lá se vão cinco anos. Mas chega uma hora que a gente se pergunta se vale a pena. Aliás, desde que assumi a gestão anterior do CLFC venho me perguntando isso.

Chegou o ponto em que não, não vale mais a pena. Eu tenho me desgastado e me ocupado muito mais divulgando e incentivando o trabalho dos outros do que com o meu próprio. Ou mesmo o trabalho da Fábrica que deveria ser a minha prioridade em relação a algo maior. E a recompensa tem sido minima.

Além do trabalho ser pouco reconhecido, as reclamações (que não são críticas, mas simplesmente a velha mania humana de falar mal por falar) tem sido muitas e das mais descabidas possíveis. E a postura do fandom continua a mesma.

Então, no momento, o prêmio continua e fica como está. Estou pensando em um prêmio do Juri para compensar a votação de claque, mas dependo de alguns acertos que devem se concretizar durante esta semana.

A todos que apoiaram, muito obrigada. A quem só sabe reclamar mas na hora de fazer, os outros que façam… bem, sempre tem aquele lugar escuro.

PS: Deixo aqui registrado meu agradecimento a todos os blogs e sites que divulgaram mesmo o Prêmio e não somente fizeram campanha, como a coluna de Roberto Causo e o blog do Cesar Silva – a quem também agradeço o envio de seu material para o próximo Anuário que muito ajudou na correção das listagens.

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Preview da HQ de ‘Correndo nas Sombras’

‘Tão lembrados que eu comentei sobre a adaptação de um conto meu para quadrinhos?

Finalmente ficou pronto.

Eu fiz o roteiro e meu-amigo-de-fé-irmão-camarada Alex Lancaster fez os desenhos. O resultado ficou foda – mesmo, não há outra palavra! Vocês vão conferir na coletânea de quadrinhos nacionais Inkshot – aliás, o Estevão vai estar lá também.

Com vocês, a segunda página da versão em inglês de Correndo nas Sombras

Inkshot2Clica que aumenta.

Curiosamente, é o primeiro trabalho ficcional meu em conjunto com o Lancaster, apesar dos muitos anos de amizade. Certo, antes fizemos o famoso artigo sobre o pulp na Scarium, mas aquilo é outra história.

Espero que curtam.

(Lembrando, o conto é esse aqui)

Ops…

Uma crise renal me tirou de combate nos ultimos dias, atrasando tudo aqui – inclusive atualizações aqui e nos demais blogs.

Até sábado, tentarei colocar tudo em dia.

Enquanto o outro relato não vem…

Só umas novidadezinhas:

– ‘The White Shield House’ conto publicado na revista online Kalkion. O conto é uma versão bem diferente de ‘A casa do Escudo Azul’, que saiu em Ana Crônicas.

– Estevão está fazendo o maior sucesso com a sua tira online Os Passarinhos – inclusive saindo na revista Mad a partir do número 17, que já está nas bancas.

Hoje a noite continuo os relatos da viagem!

WorldCon – Dia 1

Então, amigos da Rede, voltei oficialmente da 67a WorldCon. E preciso dizer duas coisas:

– Estou impressionada.

– Consegui abraçar o Neil Gaiman!!!!

Pronto, agora posso narrar a convenção com mais calma.

Sei que prometi relatos diários e blablabla, whiskas sachê. Não deu mesmo. É tanta, mas tanta coisa acontecendo – algumas ao mesmo tempo – que eu me senti vítima de uma enxurrada de informações, pessoas novas, línguas estranhas, sotaques diferentes, comidas incomuns… Eu chegava no hotel, abria a página do WordPress e não conseguia postar. Entrava em contato com o Estevão, às vezes gravava um depoimento pro Papo na Estante, as forças acabavam e eu desabava na cama.

E isso porque fiquei no hotel que serviu como quartel-general da convenção. Explico: com o tamanho das convenções norte-americanas ( e mundiais), que chegam a mais de 4000 pessoas, o costume é ter um QG funcionando pelo maior tempo possível. Para isso, eles ocupam salas e quartos em um hotel próximo do centro de convenções. Nesse hotel, acontecem as festas, organizadas por editoras, grupos de escritores e participantes da convenção – além da famosa ‘consuite’, um verdadeiro ponto de encontro, com bebida e comida a vontade para os participantes.  Sempre que passei por lá, tinha um grupo conversando.

O mais impressionante para mim foi o gigantismo da convenção. O Palais des Congrés é imenso e a WorldCon o ocupou quase que por completo. Porque o que tinha de gente por lá era realmente de ficar de queixo caído.

E para algo desse tamanho, até que foi muito bem organizado. Não houve muitas falhas visíveis, talvez apenas as mudanças de salas/horários que não foram comunicados com antecdência.

Tirando isso, não posso reclamar.

Tive a sorte de dividir um quarto com duas pessoas sensacionais, que são – como eu – parte do Broad Universe, associação que tem como objetivo divulgar e incentivar a produção de Ficção Especulativa por mulheres. Inanna Arthen e Trisha Wooldridge foram uns amores comigo e tiveram o máximo de paciência com meu inglês macarrônico, principalmente no treinamento para o Rapid Fire Reading e quando eu tive um problema no domingo a noite.

Aliás, tenho que ressaltar aqui: o clima é de camaradagem, todo mundo fala com todo mundo – e mesmo quem como eu fica travado no meio de estranhos acaba se soltando. Por exemplo,  passei quatro dias aguentando zoação do pessoal da Heinlein Society, que ocupava uma mesa do lado da nossa (Broad Universe).

Cheguei a Montreal um dia antes do começo da WorldCon, para descansar e estar disposta – afinal, paguei os tubos para participar do evento, não queria perder nada, nada, nada. A cidade é linda, florida, colorida – e estava uma temperatura agradável, que os canadenses chamavam de calor.

E é uma cidade bem multicultural, com grupos de várias partes do mundo vivendo dentro dos mesmos limites urbanos. Não vou dizer que todo mundo more nas mesmas vizinhanças/condições, porque não é bem assim.

Se você quiser ouvir meus relatos, o Papo na Estante publicou uma série de podcasts meus em Montreal. Mas vou aproveitar aqui e dar um resumo do que curti da programação:

Dia 1 – Quinta,

Assisti a três eventos + a cerimônia de abertura.

Às 14:00 hs, teve um Question &Answers com Neil Gaiman. O autor é simplesmente a simpatia em pessoa, não perde o bom humor e não tem um pingo de arrogância. Quando perguntado sobre quais das suas obras tinham sido mais significativas, no sentido de transformar sua carreira como escritor, respondeu que Sandman era um marco, até por ter sido sua profissionalização e – surpreendentemente – disse que Good Omens, escrito a quatro mãos com Terry Pratchett, transformou-o num escritor melhor, mais preocupado com o sentido do que fazia. Falou sobre a gentileza do criador de DiscWorld e de seus insights, que conseguiram melhorar e muito o senso de humor do livro. Comentou uma resenha negativa, dizendo que boas ou ruins, resenhas significam pouco para o escritor – é apenas mais um termometro da recepção do liivro, não são verdades inquestionáveis.

Falou sobre a vontade de escrever uma minissérie sobre Delirium/Delight, de Sandman, mas que infelizmente a DC não cooperou para que isso acontecesse. E que ele sabe como Delight tornou-se Delirium – só que não conta nem para Jill Thompson. That’s mean.

Quando perguntaram sobre quais trabalhos ele não gostaria que fossem adaptados, ele indicou Sandman. Para Gaiman, apenas uma radio-série de 75 eps da BBC faria justiça ao lorde dos Sonhos.

Falou ainda sobre duas vontades: escrever um musical e finalizar Miracleman.

Ao final, quando ele estava saindo, reuni toda a minha coragem para falar com ele. Dei um “AnaCrônicas”, explicando que era o meu primeiro livro e que tinha uma citação dele como epigrafe. Para minha suprema felicidade, ele me parabenizou, agradeceu e perguntou se eu era brasileira. Para se despedir me deu um abraço e um beijo no rosto.

Sim, pessoas. Eu consegui.:)

A mesa sobre editar na Europa e na América (The editing game: America vs Europe, com Frank Ludlow, Tom Clegg, Jean-Paul Dunyach, Brian Hades ) infelizmente se prendeu mais na parte da tradução/adaptação do que realmente falou sobre ediçao e as diferenças dos dois lados do Atlântico. Uma pena porque eu duvido que a questão seja somente adaptação/aculturação. Há diferenças históricas do mercado que não se resumem a isso.

Logo depois, fui assistir a mesa moderada pelo holandês Jetse de Vries sobre FC mundial, com representantes da Espanha (Alvaro Zinos-Amaro), Noruega (Tore Høie) e Japão (Kyoko Ogushi). De Vries (que para quem não sabe é responsável pelo projeto ‘Shine’, uma antologia de FC otimista, e pelo twiterzine Outshine) foi um ótimo moderador, mas falou pouco sobre como é a FC na Holanda. Destaque para a produção japonesa de light novels, citada por Ogushi como sendo praticamente a única literatura de FC do país, e para a interação entre Espanha e a América Latina destacada por Zinos-Amaro, possibilitada pela internet. Infelizmente, não consegui perguntar se, como no Brasil, essa interação é mais uma conversa ou resultou em publicações.

A cerimônia de abertura foi belíssima e muito emocionante. A mestre de cerimônias foi a escritora canadense Julia Czerneda que conduziu tudo com muito bom-humor. Eu me arrepiei toda quando Robbie Bourget and René Walling declararam a convenção oficialmente aberta.

E esse foi apenas o primeiro dia de cinco em que submergi completamente no turbilhão da FC mundial.

Amanhã vai o relato do segundo dia!

Ultimas notícias antes do Canadá – Update básico

Gente, deixa antes de mais nada agradecer a todos pelos votos de boa viagem, tanto aqui quando no Orkut, MSN, Twitter, Gtalk e Messenger. Não vou mentir e dizer que estou tranqüila. Mas saber que posso contar com a força e o apoio de tanta gente boa acalma um bocado.

Estou e vou ficar devendo um post sobre a Fantasticon – eu sei, eu sei. Mas é tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que a linha cronológica se embola e a semana passou mais depressa do que os seus sete dias. Portanto, fica pra próxima. Adianto que foi ótimo rever amigos, conhecer pessoas novas, conversar com tanta gente legal. O site do evento juntou todos os relatos, então pra vocês terem uma idéia de como foi, é só dar uma passada por lá.

Porém, não posso deixar de parabenizar o mui querido Silvio Alexandre, pelo sucesso da terceira edição do evento – finalmente independente, sem estar vinculado a EIRPG, como aconteceu nos dois anos anteriores. E para grata surpresa, mesmo sem a chamada do RPG, a Fantasticon se segurou, atraindo um bom público. Ah, trouxe vários livros, como os lançamentos fresquíssimos Padrões de Contato, a trilogia de Jorge Calife publicada em volume único; Steampunk. Histórias de um passado alternativo, da Tarja (Lancaster que me deu, prometo devorar e resenhar em breve) e o livretinho A travessia de Roberto Causo, continuando as aventuras do índio Tajerê, protagonista de A sombra dos Homens. Esse eu já li e gostei bastante, apesar da narrativa demorar um pouquinho mais pra pegar do que devia.

Tenho algumas novidades em relação à WorldCon.

– Sexta-feira, estarei junto com as minhas colegas do Broad Universe na sessão de ‘Rapid Fire Reading, a partir das 10:00 da manhã. Irei ler um conto em inglês, juntamente com Kathy Sullivan, Phoebe Wray, Camile Alexa, Inanna Arthen, Elaine Isaak, Trisha Wooldridge, Cecilia Tan, Elissa Malcohn, Roberta Rogow, Odellia Firebird, Julia Dvorin, Kim Vandervort, Jody Lynn Nye, Ellen Dunham.

– Sábado, às 11:00, irei participar de um workshop para escritores coordenado com Delia Sherman e Elaine Isaak

– E nem vou começar a falar dos dois tipos de eventos que irão com certeza me enlouquecer: as festas e as sessões de autógrafos. Tipo, vai ter Neil Gaiman, Robert Silverberg, George R. R. Martin, Eoin Colfer, Jeff e Ann VanderMeer, John Scalzi, Karl Schreder… e muitos, muitos outros.

Enfim, essa é a última postagem antes de sair pro Canadá, então até lá!!!:)

Canadá, aí vou eu!:D

Bom, foi um periodo de muita ansiedade. Afinal, viajar sem lá muito dinheiro é sempre preocupante. E infelizmente, além disso nós brasileiros temos problemas para tirar vistos devido a grande quantidade de imigrantes ilegais.

Mas depois de 4 meses de preparação, hoje finalmente tenho tudo o que preciso: passagem, reserva de hotel e os dois vistos, o americano para trânsito e o canadense, de negócios. Então, apesar de já ter contado a muita gente e até ter colocado aqui no blog, hoje posso anunciar oficialmente que sem a menor sombra de dúvida estarei na Anticipation, a  67 a. WorldCon, que acontecerá em Montreal, no Canadá.

Por favor, reservemos uns instantes para os invejosos de plantão poderem rosnar um pouco sobre como eu escrevo mal e mesmo assim consigo atenção da mídia, participar de eventos e etc etc etc, seja lá o que eles ganhem com isso.

Pronto, já arrancaram os (poucos) cabelos? Posso continuar?

🙂

Bom, como eu quero aproveitar TUDO o que eu puder da convenção, me ofereci para participar  da programação oficial da WorldCOn- além disso, estarei fazendo um workshop para escritores, com parte do primeiro capítulo de Finisterra, e junto com as escritoras do Broad Universe na mesa, na festa e no ‘Rapid Fire Reading’.

Como agora está tudo certinho, vou liberar a minha ‘agenda’, com os dias e os temas dos paineis e mesas-redondas de que vou participar. Quanto a cobertura da convenção, prometo postar pelo menos de dois em dois dias, twittar o máximo que der e até mandar um podcast especial pro Papo na Estante. E fotos, fotos, fotos, fotos, claro!

Sexta, 07/08, 9:00

Por Olhos Fieis: como o cronista Olivier de La Marche construiu Carlos da Borgonha

Participantes:  Ana Cristina Campos Rodrigues

Sexta, 07/08, 14:00

Comida: Antiga, Moderna, Futura, Perto e Distante

Participantes:  Ana Cristina Campos Rodrigues, Cecilia Tan, Jon Courtenay Grimwood, Jon Singer, Richard Foss
Moderadora:  Cecilia Tan
Descrição: Podemos descrever mundos e culturas através da comida. A comida pode nos falar sobre rotas comerciais e tabus. A forma de servi-la pode nos dizer muito sobre a economia e a sociedade. A comida pode falar sobre o amor.

Sábado, 08/08 10:00

Dos Pireneus à Terra do Fogo: a FC em espanhol e português

Participantes:  Ana Cristina Campos Rodrigues, Thibaud Sallé, Jean-Pierre Laigle, Georges Bormand
Moderador:  Thibaud Sallé
Descrição:  Numerosos universos dentro da FC são escritos em espanhol e em português, na Europa e nas Ámericas. Venha saber mais.

Sábado, 08/08, 14:00

Fandons fora da América do Norte

Participantes:  Alon Ziv, Ana Cristina Campos Rodrigues, Carolina Gomez Lagerlof, Janice Gelb, Martin Hoare, Georges Bormand

Moderator:  Janice Gelb
Descrição: A FC é o nosso interesse em comum, mas como ela é celebrada em países como Russia, Australia, Israel, Brasil e Suecia?

Segunda, 10/08, 10:00

Imago Mundi Facticii: Um espelho enganador

Participantes:  Ada G. Palmer, Ana Cristina Campos Rodrigues, Thibaud Sallé, Anne-Isabelle François
Moderator:  Thibaud Sallé
Descrição:  Qual a relação entre a França Medieval e a fantasia? Os especialistas nos darão um veredito instrutivo.

Novidades e outras coisas

Então, gente!

A vida anda agitadíssima por aqui!

No próximo dia 21, terça-feira, o programa Atualidades, da Rádio MEC (800 AM) estará apresentando ao vivo uma mesa-redonda sobre Ficção Científica com os escritores Roberval Barcellos, Gerson Lodi-Ribeiro, Miguel Carqueija e eu, Ana Cristina Rodrigues, das 11 horas até meio-dia.

A Rádio MEC está disponível online.

E no próximo final de semana acontece a Fantasticon em São Paulo.

Estarei lá autografando/lançando ‘Anacrônicas’ e ‘Espelhos Irreais’, este junto com Aguinaldo Peres, no sábado, às 16:30, e no domingo, às 12:00.

E em breve, irei disponibilizar a minha programação na 67a WorldCon – Anticipation!

Nas demais novidades, ‘AnaCrônicas’ continua marcando presença online.

Eric Novello fez um breve comentário sobre o livro.

E Alvaro Domingues fez uma excelente resenha no site Homem Nerd.

(Aliás, ”Espelhos Irreais’ também ganhou uma bela resenha nesse mesmo site, tamém pelas mãos talentosas do Alvaro, que é um de nossos operários.)

AnaCrônicas está em mais duas redes sociais ‘literárias’, a recém-criada ‘O livreiro‘ e na ‘Library Thing‘ – sendo que nas duas eu descobri por acaso o livro por lá!

No caso do ‘Livreiro’, provavelmente eles chuparam do site da Cultura. Mas na Library Thing, foi uma pessoa – que eu não reconheci – que adicionou o livro na sua estante! Eu não consegui colocar na minha…

Só aproveitando o ensejo para divulgar meus projetos.

O Letra e Vídeo está de volta, com conto novo de Maria Helena Bandeira

O ‘Ficção Científica e Afins’ segue em frente. Tem dois posts falando sobre duas sensações do momento: vampiros e steampunk.

Por enquanto é só. Visitem, leiam, comentem!:)

Notícias, notas, etc, etc

Pois então, a vida continua. E eu já perdi a conta de quantas vezes começo um post/email/conversa com essa expressão.

Resumindo, um conto escrito a pedido e convite para uma antologia foi recusado. É meio díficil aceitar isso, mas é a vida. Pelo menos…

Ganhei um novo projeto. Aliás, se vocês forem ver ali do lado, ganhamos uma nova página, onde vou atualizar meus projetos em construção. Pretendo, em breve, colocar no ar uma versão da página de publicações que eu coloquei no meu blog em inglês. A loja da Traça vai entrar no site da Fábrica dos Sonhos, com um sistema de compras online que vai agilizar muito as coisas. Até o final do mês, espero ter novidades nesse sentido.

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A página do AnaCrônicas está atualizada, com links para resenhas e comentários, além dos locais de compra. Aliás, hoje mesmo inseri o link para a resenha do Fernando Trevisan, que está maravilhosa. Fico cada vez mais feliz com o resultado do livro.

Se por acaso você comentou sobre o livro em algum lugar na web, me avise que eu coloco na página com o maior prazer.

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Ah, no último post eu falei sobre a visita aos estudios MSP. Pra vocês verem que é verdade, aqui a prova. 😀

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Algumas curiosidades sobre as visitações a este blog:

Os cinco contos mais visitados tem sido:

Queda e Paz

A casa do Escudo Azul

A menina do Val de Grifos

Quem inventou o amor?

A dama da noite

Assim,  os dois primeiros são recentes e estão em certo destaque com links no orkut, mas os outros três tem subido no ‘ranking’ por palavras chaves, basicamente. Curioso isso.

(Um dos posts mais visitados é o que eu falo sobre Paradise Kiss, devido a presença de palavras como ‘mangá’, ‘shojo’ e da expressão ‘como fazer um mangá’)

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Ah, para quem perguntou:

O conto que está sendo adaptado pro projeto Inkshot é esse.

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Ah, não deixem de ler os novos mini/microcontos da Fábrica dos Sonhos!

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Agora, tenho que ir. Preciso escrever um conto em inglês, além de algumas twitfictions. E minha viagem ao Canadá está chegando!

Lá e de volta outra vez

Ok, ok, ok

Eu sei que estive sumida por um tempinho, mas muitas coisas aconteceram.

Antes de mais nada, teve o lançamento da Fábrica dos Sonhos. Os lançamentos no caso, já que estou falando do site e do livro, ‘Espelhos Irreais’. O site tá uma gracinha, prático e fácil de navegar. Só tenho que tomar vergonha na cara e atualizar a parte de novidades com mais frequencia.

Já o livro, é um sonho realizado. Sinceramente, foi muito gratificante ver em papel o fruto desse tempo todo de trabalho com e para os novos autores da Fábrica. Dois autores estreiam em papel – Roderico Reis e Daniel Gomes, os outros três – eu inclusa – tem alguns poucos contos em coletâneas por aí. Uma pequena amostra dos mais de cem jovens – e nem tão jovens assim – escritores que passaram pelo coletivo.

O livro pode ser comprado aqui. Confira a resenha de Eric Novello aqui.

AnaCrônicas segue firme o seu caminho, tendo vendido consideravelmente bem para um livro com distribuição praticamente online: passamos dos 60 exemplares vendidos. Contando que a divulgação foi pouca e só agora começam a surgir as resenhas, é um bom resultado.

Aliás, excelente resultado se for levar em consideração essa linda resenha feita pelo Lúcio Manfredi (e depois retransmitida – infelizmente incompleta – pelo site Universo Fantástico). Achei algo transcendental ver meu livrinho tão bem considerado e tratado. Fez muito bem pro ego e só aumentou a vontade de continuar a escrever. O Pedro-que-usa-chapeu-de-Stitch também leu e deu a sua opinião. O Roberto Causo chamou o livro de ‘simpático’ antes de ler, pelas ilustrações e diagramação. Esperemos que mantenha a opinião depois de ler.:)

O Gerson Couto criou a página do livro no Skoob e fez uma resenha. Confiram!

Já reparei que ‘A casa do escudo azul’ tem feito sucesso e agradado os leitores que clamam por uma versão maior. A ver vamos.:)

O sucesso do livro tem nos deixado (a mim e ao Estevão) muito satisfeitos. Tanto que resolvemos disponibilizar um presente: wallpapers exclusivos! Só baixar e colocar o Coelho Valete ou a Dama de Shallot na sua tela. Uma amostra:

 

wallpaper_anacronicas1_1024x762

 

Anotem nas agendas: dia 09 de maio é dia de acompanhar a Ana em Sampa. Sim, eu irei dar uma oficina, participar de uma mesa-redonda e ainda será a noite de autografos paulistana de ‘Espelhos Irreais’.

E em junho: uma oficina virtual sobre Idade Média para escritores. Aguardem!