[O que está acontecendo] Encontro Irradiativo com workshop

Oi, migos!

Estamos aqui, trabalhando na revisão do Atlas e em quatrocentas outras coisas. Uma delas é o Encontro Irradiativo, que vai acontecer no próximo final de semana em São Paulo!

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Uma lindeza, né? E isso é apenas parte da programação. Teremos várias outras atrações, incluindo uma edição pocket do meu workshop, com a participação especial da Maria Claudia Muller, falando da experiência com o wattpad.

Vamos falar sobre registro, revisão/copi, formas de publicação, contratos e tirar dúvidas sobre publicação online. Vagas limitadas, então não perca tempo!

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[O que estou fazendo] Purgatorial, de Fernando Ribeiro

Eu traduzi Isaac Asimov.

Eu traduzi parte de ‘Tigana’, um dos grandes clássicos contemporâneos da Fantasia. E traduzi a trilogia original de Shannara, que deu o pontapé inicial na onda de fantasia nos moldes tolkenianos em que vivemos até hoje.

Trabalhei editorialmente em ‘Outlander’, um dos maiores best sellers do seu gênero. Também mexi em uma coletânea dos grandes George R. R. Martin e Gardner Dozois.

E antes já tinha editado uma coletânea de Nelson de Oliveira.

Mas nunca na vida tinha editado um livro de poesia. Traduzido poesia. Trabalhado com poesia.

Minha relação com rimas e métricas sempre foi de leitora – tirando, claro, aquela fase que todo adolescente com a sensibilidade mais aflorada passa, de tentar expressar-se assim, colocando sentimentos confusos em estrofes e versos. Para o bem da humanidade em geral e da literatura em particular, foi fase, passou e não deixou maiores danos. Só alguns documentos no Word que eu tenho dó de apagar.

Só li.

Os clássicos brasileiros, portugueses (yep, li Pessoa e Camões. Mas li Espanca, Sá-Carneiro, Bocage e por aí vai), os ingleses, os franceses e até os alemães (Ich sprache um pouco de Deutsch, dá pra arranhar um Goethe da vida numa tradução bilíngue).

Aí, numa nessas guinadas que a vida dá, virei editora da Aquário, a iniciativa mais legal do atual cenário editorial brasileiro. E eis que surgiu a oportunidade de trabalhar em um livro de poesia. Portuguesa. Contemporânea.

Do vocalista de uma das minhas bandas preferidas.

É. Eu travei um pouco na hora de cair a ficha. Eu acompanho o trabalho da banda desde 2001, mais ou menos. E sou completamente apaixonada pelas letras do Fernando Ribeiro. É uma questão de identificação e de inspiração – as músicas do Moonspell inspiraram alguns dos contos que mais me são caros, como “Queda e Paz” e “Como nos tornamos fogo“.

Foi difícil conseguir segurar a emoção da fã na hora de ser profissional, mas acho que consegui. Até porque o material que eu recebi é simplesmente maravilhoso.

A edição portuguesa é o conjunto de três livros anteriores do Fernando (Como escavar um abismoAs feridas essenciaisDialogo de vultos) com poesias inéditas. Quando negociamos uma edição nacional, logo surgiu a ideia: e se colocássemos material diversificado junto?

Ele adorou a ideia. E assim, a edição brasileira da Aquário tem mais conteúdo que a original, incluindo pequenos poemas sobre as cidades pelas quais ele passou na última turnê, contos, um ensaio sobre Crowley e pessoa, um extrato de um romance ainda inédito – e o que vai fazer os fãs do Moonspell surtarem: um diário da passagem da turnê Road to Extinction, em que o Fernando destila toda a sua sinceridade, com a qual tomamos contatos em seus posts no blog.

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O livro recebeu um trabalho gráfico lindo do Estevão Ribeiro (Editor da Aquário e meu marido, pra quem não sabe), que usou como base a capa original portuguesa da Saída de Emergência. Ele realmente caprichou nessa edição, cheia de detalhes que combinam com a essência de um livro tão diverso.

E agora, falo como leitora. Eu sou fã, mas sou crítica. Vocês sabem disso.

Se o livro não tivesse me tocado imensamente, eu não estaria aqui falando dele. Faria meu trabalho e só. Mas as poesias do Fernando Ribeiro tiveram em mim o mesmo impacto que as letras das músicas do Moonspell. Eu li o arquivo com elas de uma vez só, sem pensar em editar, revisar. O primeiro contato foi o de leitora – eu queria ter tido um olhar mais distante, mas foi impossível. Fui simplesmente arrastada.

Não entendo poesia. Sei do que eu gosto. Gosto de Pessoa, Augusto dos Anjos, Tennyson, Keats, algum Baudelaire e nem todo o Bilac.

E do Fernando Ribeiro – que tem óbvias influências de Pessoas, mas que me fez lembrar muito de Augusto dos Anjos, da sua ânsia de minúcias biológicas e escatológicas. Não sei explicar se existe diferença entre ser um compositor e ser um poeta, já que não sou nenhum dos dois. Mas há compositores que nunca me tocaram enquanto poetas. Aqui, o caso foi completamente diferente. Mesmo quando voltei ao livro para editá-lo e revisá-lo (mantendo, na parte em verso,  a grafia portuguesa sem o Acordo, como as poesias foram originalmente apresentadas), por vezes parei e selecionei trechos:

Assiste ao corpo o direito de renunciar ao mundo.
Assiste aos olhos o direito de reclamar legítima
defesa contra as cores.

Mas o estúpido sorriso
E o estúpido caminho
Não me ajudam a
Deixar de estar sozinho.
Uso a táctica do pedestal
Pela última vez
E já ninguém cá chega
Mas também ninguém fica.
(A táctica do pedestal)

Apetece-me o labirinto,
A morte,
A descida.
(Poema d’ amoníaco)

Rastos e restos,
Rasos e fundos.
Armadilhados de sede
no peito desfeito.
Em defesa, acrobacia do nada.
Guerra aberta, dimensionada no tudo.
(Rastos e restos)

Nada espero.
Tudo quero.
Se me dessem o mundo
enfiava-o na mala.
(Mala)

Colher-te das árvores
beber-te das poças
da pele de quem passava
distraído
pela ausência
de quem fomos.
(Bomba de pregos)

Isso é uma amostra. Meu arquivo com quotes desse livro tem quase 25 páginas no Word, só da parte de poesia.

O extrato de romance, ‘O Bairro das Pessoas’, tem uma prosa frenética, desenfreada, enquanto os contos são mais lovecraftianos e lentos em sua composição, com um cuidado especial na construção da atmosfera. Há dois textos de não-ficção: um relato sobre a morte do vocalista do Batóry e um pequeno ensaio sobre Pessoa e Crowley. Os dois, além de informativos, são uma pequena janela para o mosaico de influências que formam a poesia e as composições do autor.

A edição finaliza com um verdadeiro presente aos  fãs do Moonspell: o diário de turnê tem uma sinceridade rasgada, contando as dores de uma turnê, as dificuldades de se manter fiel ao sonho mesmo quando o mainstream musical já não encara o rock pesado (ou melhor dizendo, o rock em geral) tão bem. Sim, o Moonspell é conhecido no meio, tem fãs, mas isso não significa que tudo sejam flores, que os lugares sejam ótimos, que a divulgação ajude – ou que a vida pare de acontecer. E Fernando não esconde nada: o contato nem sempre fácil com os fãs, as más notícias que quebram a rotina, a hipocrisia musical portuguesa… está tudo ali, de forma nua e crua, despudorada, raivosa, amarga, mas gentil e doce por vezes.

Este post é para falar desse livro, do qual tenho um orgulho gigantesco. Mas também para convidar vocês para o lançamento. Com autógrafos. Sim, o Fernando Ribeiro está no Brasil, vai tocar no Rock in Rio e vai fazer uma pequena turnê com a banda. Aproveitando, também irá fazer lançamentos do livro. Serão dois no Rio, um em Curitiba e outro em São Paulo – em São Leopoldo (RS), o lançamento vai ser no show.

Eu estarei em todos (menos no de São Leopoldo) e mal posso esperar para compartilhar esse trabalho com vocês!

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Para que serve a Bienal do Livro?

Começou ontem a maior feira literária (ou de livros, já que não são necessariamente sinônimos) da América Latina: a Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Durante dez dias, o longínquo RioCentro se torna um polo cultural, com palestras, bate-papos, mesas-redondas e livros. Muitos, muitos livros.

E filas, mas deixo para falar das filas  no meu Facebook que é para isso que redes sociais servem.

Por falar em ‘é para isso que serve’, queria responder uma provocação, que me chegou tanto via comentários de leitores em um grupo no Facebook (grupo que, aliás, recomendo) quanto da leitura do artigo que saiu hoje na Folha de São Paulo, em especial pela fala da querida Rejane Dias, editora executiva da Autêntica, que diz que um autor adulto pode “ficar perdido na Bienal… para o autor que não é conhecido fica complicado. Se um autor não atrai público, não faz sentido ir.”

Para que serve a Bienal?

Vai depender muito do seu envolvimento com o mundo dos livros e com o mercado editorial. Acompanhem:

  • Se você é leitor, mas consome poucos e bons livros: a Bienal é um lugar excelente para caçar novas aquisições. Editoras que nem sempre tem seus livros expostos nas livrarias fazem estandes. As editoras que tem entrada no varejo costumam levar parte do seu fundo de catalogo e fazem promoções. A diversidade bibliográfica na Bienal é gigantesca e sempre é possível encontrar alguma preciosidade.
  • Se você é leitor consumista, voraz e engajado: bem-vindo ao templo. Tem lançamentos, tem promoções, tem brindes, tem novidades, tem livros difíceis de encontrar. Tem autores internacionais para dar autógrafos. Tem autores nacionais (aos milhares) também. É como se fosse um parque de diversões – tem filas, comida cara, banheiros cheios e gente demais nos fins de semana, mas nos outros dias, depois das escolas, é pra fazer a festa.
  • Se você é autor: e aí não importa muito o tipo, a Bienal é uma excelente forma de crescimento pessoal e profissional. Seu livro está vendendo em um estande? Ótimo. Fique os dias que você conseguir lá! Interaja com o leitor, descubra onde você está acertando, onde está errando. Ainda procurando uma editora para chamar de sua? É um ótimo lugar para fazer contatos, conhecer catálogo e ver onde você tem mais chance no mercado editorial. Agora, atenção. Seja *profissional*. Seja *educado*. Não force a barra. Não ache que alguém tem a obrigação de recebê-lo. Não, não tem.
  • Se você trabalha na cadeia do livro e está procurando oportunidades: maior concentração de pessoas que decidem por metro quadrado. Mas vale o que eu disse ali em cima: Profissionalismo e educação NUNCA são demais.
  • E se você é editor, a Bienal serve para pular o muro que é a livraria e conhecer, olho no olho e cara a cara, o seu público. É onde dá para fazer aquele ajuste fino no marketing e no editorial. Além de ser a chance de rever amigos e encontrar alguns novos. 🙂

Pra mim?

É meu momento de lembrar que, olha, vale a pena. Não somos um país de leitores nem uma pátria educadora, mas tem esperança. Tem gente fazendo livro. Tem gente comprando livro. De todos os tipos. E isso é LINDO.

Não perco de jeito nenhum.

E estarei disponível para abraços, beijos e discussões acaloradas no estande da Aquário, lançando ‘Meu caderno de perguntas’, ‘Anacrônicas’, ‘O outro lado da cidade’ e corujando os outros lançamentos que Estevão e eu editamos: ‘Purgatorial’, ‘Ser pai de menina é…’, ‘As cores do esquisito’, ‘Tomai e bebei’ e os livros do Carlos Ruas!

PS: Vai ter biscoito. E Pirulito.

Vamos falar sobre inclusão e representatividade na literatura fantástica brasileira? – Encontrão na Odisseia

Sim, vamos.

A pergunta foi só retórica. Vocês não tem opção.

Quem me conhece sabe que eu sou chata ao ponto de ser insuportável quando se trata de representatividade. Fico profundamente irritada quando percebo que os grupos sociais em que me movimento são pouco inclusivos ou criam ambientes hostis para que se discuta a representatividade de ‘minorias’ (termo que uso livremente aqui, significando grupos sociais que não tem os mesmos direitos e/ou a mesma possibilidade de atuação devido a limites impostos legal ou socialmente).

E a literatura fantástica brasileira é um desses. Se for observar, é um pequeno paraíso para homens de classe média brancos, cisheteros e do Sul/Sudeste. Seja entre os que conseguem entrar nas grandes editoras, seja entre os que publicam nas pequenas, sejam os que vão aos eventos.

Quer um exemplo?

A representatividade feminina na 4a Odisseia de Literatura Fantástica, que vai acontecer agora em abril, na cidade de Porto Alegre.

No primeiro dia, 10/04, dia de bate-papo com as escolas e da palestra, de 11 participantes, 6 mulheres – o que é um bom número, né?

Mas nos dias efetivos da Odisseia, o quadro muda e bastante.

No dia 11/04, dos 21 participantes, apenas 5 são mulheres, sendo que em uma das mesas não tem nenhuma. No dia 12/4, entre os 18 somos apenas 4 mulheres, sendo que em 3 mesas não tem nenhuma.

No total, 51 participantes. 15 mulheres.

Além disso, temos 3 mesas sobre autores específicos ( Baum, Moore e King). Três autorEs.

Nem me pergunte quantos são negros. E por todos os deuses, nem pense em perguntar quantas são mulheres e negras, para que eu não me contorça.

Pensando nisso e dentro do espírito do genial Manifesto Irradiativo, do qual sou uma das primeiras signatárias, decidi, junto com mr. Jim Anotsu, conclamar todas as pessoas que estarão na Odisseia a participar do 1o Encontrão Irradiativo para debater e pensar a questão da representatividade e da inclusão na literatura fantástica.

Para que possamos falar sobre racismo sem que alguém solte a nova Lei de Godwyn da internet literária brasileira (‘querem proibir Lobato porque dizem que ele era racista’). Para que possamos expor nossos problemas sem que ninguém venha dizer que isso é mimimi de feminazi.

Nosso encontro será no dia 11 de abril, a partir das 13:45 – como ainda não conheço o espaço, fica pré-marcado de nos encontrarmos na mesa da Aquário Editorial e depois irmos procurar um lugar para nos reunirmos.

A Odisseia acontece em Porto Alegre, no Centro Cultural CEEE Erico Veríssimo.

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O que vem por aí – AnaCrônicas, o ebook

Bem, o título é auto-explicativo.

O primeiro ‘AnaCrônicas’ foi uma iniciativa semi-independente, auxiliada por uma gráfica de Vitória, e que teve 550 exemplares. Hoje, olhando no nosso armário de livros, fiz uma contagem rápida e devo ter uns 25 exemplares.

Não fiquei rica, não fui um estouro de vendas, mas em três anos, sozinha e com presença em poucas livrarias (nelas, devo ter vendido uns 50, 60 livros), consegui colocar meio milhar de livros na mão das pessoas. Considerando que a média de leitores por um volume no Brasil é de quatro (ou seja, a cada livro vendido, quatro pessoas irão lê-lo), 2 mil pessoas viram meus contos no formato impresso.

Nada mal para quem começou com fanfics e só querendo contar histórias.

Alguns podem achar que o livro já encerrou sua carreira, mas tenho recebido perguntas e emails perguntando sobre o livro. Esses últimos 25 ficam por aqui. É sempre bom ter uma reserva técnica de seus livros solos, aliás, fica a dica pros meus amigos escritores.

Por acreditar no formato digital, na cauda longa e no potencial desse simpático volume de 90 páginas, feito em parceria com meu marido Estevão Ribeiro, vou relançá-lo em formato digital pela Editora Draco na coleção Contos do Dragão.

O Erick está fazendo os últimos ajustes na diagramação e vocês devem tê-los em suas mãos digitais em breve! Acreditem, estou tão ansiosa quanto vocês.

E em 2013, tem muita novidade chegando!

UPDATE!

A capa da versão digital, feita pelo Erick Sama sobre a arte original da capa, feita pelo Estevão Ribeiro.

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Oficina de Escrita Fantástica

Então, pessoas, a partir de setembro estarei com uma oficina para ajudar quem quer começar no mundo da literatura fantástica. Muita gente tem me perguntado sobre o conteúdo, então vou disponibilizar aqui. As inscrições podem – e devem ser – feitas diretamente com a Impacto Quadrinhos, telefone 2471 9547, ou diretamente na escola que fica na Rua General Polidoro, 10, Botafogo.

(Dia e horário: todas as 4as, das 18:30 às 20:30 – quem tiver interesse, mas não puder nesse horário, ligue para a Impacto. Se houver procura, podemos abrir outra turma)

Muita gente tem pedido/perguntado sobre algo parecido em outras cidades ou um curso virtual. Uma oficina dessas em outros lugares não é de todo inviável, mas o custo aumenta um pouco por causa da minha passagem. E em formato virtual, tenho que pensar em como seria a estrutura. Se alguém tiver interesse em alguma dessas duas formas, deixa o contato aqui, sim?

A oficina mostra o processo de criação de histórias dentro da literatura fantástica (Ficção Científica, Terror e Fantasia, principalmente), desde a ideia até o texto pronto, seja conto, noveleta, novela ou romance. Durante o primeiro módulo serão apresentadas diversas fórmulas e teorias da criação, como a Jornada do Herói, e suas aplicações práticas, além de exercícios destinados a fornecer ferramentas de aprimoramento. O curso é indicado para escritores iniciantes ou escritores já experiente, mas interessados em conhecer mais sobre a literatura fantástica e sua práticas.

Módulo I – 1 semestre – até 15 alunos
Literatura fantástica, teoria e prática. Definições, formatos, autores, movimentos, personagens, tramas e worldbuilding.

Composição:
Aulas expositivas, teóricas e práticas, tarefas de casa (leitura e produção de textos).

Conteúdo:
– Literatura fantástica: definições
– Breve história da literatura fantástica no mundo e no Brasil
– Contos, noveletas, novelas, romance: diferenças, utilidade e visão prática.
– Fontes: da mitologia à física quântica. Pesquisa e literatura fantástica
– Nos ombros de gigantes: o problema da originalidade
– Começando: story line, argumento, estruturas e sinopse
– A Jornada do Herói e suas variações
– Worldbuilding
– Tramas, conflitos e desenvolvimentos
– O diálogo
– Pontos de vista e narradores diferenciados
– Personagens
– Dicas e truques
– O ponto final: descobrindo onde e quando parar
– Escrevi, e agora? O caminho do texto até os leitores
– Como apresentar seu projeto – Vias de publicação

Módulo II – 1 semestre – até 15 alunos
Produção assistida de uma história de literatura fantástica até 50 mil palavras (alternativamente, pode ser combinado o acompanhamento de várias histórias, que no total não ultrapassem as 50 mil palavras). Acompanhamento desde a ideia até o texto final via chat, e-mail, videoconferência e 2 horas presenciais por mês. O atendimento ao aluno é individual.

Obs.: no ato da matrícula é assinado um termo de confidencialidade professor/aluno.

O que vem por aí – A Fantástica Casa da Leitura

Pois é, como vocês já devem saber eu trabalho no Programa Nacional de Incentivo a Leitura – Proler. Agora, no ano de 2012, entre ameaças do fim do mundo e a literatura fantástica bombando em nosso país, vamos começar um projeto que vai ajudar a divulgar ainda mais nossos livros e autores.

É o projeto ‘A Fantástica Casa da Leitura’, que vai acontecer durante todo o ano na sede do Proler na Casa da Leitura – e quem sabe, em outros lugares do Brasil, nos mais de 70 comitês filiados ao Proler. Teremos palestras, bate-papos, encontros com o autor, minicursos e várias outras atividades. Em breve, vocês saberão mais!

Para começar com o pé direito, o projeto pegou emprestado um dia que já é tradicional nos eventos da Casa, nas Terças Culturais, aproveitou que março é o mês em que se comemora o dia internacional da mulher e tascou um bate-papo com duas escritoras super talentosas, simpáticas e com muito a dizer.

Dia 20 de março, terça-feira, eu vou mediar a  conversa com Eliane Raye, autora de ‘O portal’, e Flávia Côrtes, autora de ‘Senhora das névoas’, a partir das 17:00 hs. Estamos esperando todo mundo lá!

(Confira o evento no Facebook! E lembrando que o Proler já tem página lá!)

História para ganhar um nome… e um final?

Update: O ‘sim’ ganhou e a partir de maio irei postar um capítulo de 1500 páginas toda segunda-feira aqui – a cada 4 capítulos, coloco no Scriptonauta. Quem irá receber uma cópia impressa exclusiva vai ser a Nyerika!

Direto da sessão ‘Mary Sue, seu passado a condena…’

Um dos lados bons da internet é que qualquer coisa pode ter uma sobrevida muito maior do que você espera.

E um dos lados ruins é que QUALQUER coisa pode ter uma sobrevida muito maior do que você espera.

Aí, faz umas duas semanas comecei a receber uns emails estranhos, pedindo confirmação de pingbacks em um site que para mim estava desativado – e que eu nunca administrei nem nada. Achei uma coincidência meio estranha, mas deixei para lá.

Mas continuou aparecendo. E aparecendo. 3, 4 emails por dia. Vencida pela insistência, abri um dos emails. E descobri que um dos primeiros sites a publicar textos meus – mesmo sendo fanfics – voltou! Sim, o Scriptonauta está aos poucos colocando seu conteúdo de volta. E dentre os textos que já estão no ar, está a minha tentativa de ser Tolkien. Sim, eu também tive minha fase.

História para ganhar um nome tem a minha Mary Sue de plantão, a meio-elfa (sim, pra mim é meio-elfa, meia elfa é uma meia feita por pessoas orelhudas) mercenária Drielle Moonvoice, um vilão malvado, uma mocinha que só faz bobagem, um amor impossível… e toda uma série de clichês. (Tem mais uma história com a personagem aqui )

Hora de confessar: eu gosto da personagem. E dessa história em especial – que ainda não está terminada. (Também gosto do meu Han Solo genérico, que saiu no conto da Scarium Pulp, por falar nisso)

Fiz esse post para perguntar a vocês, leitores: vale a pena continuar? Vocês querem saber o que acontece? Ou melhor largar isso de lado e me dedicar a outras histórias?

Para apimentar as coisas, vamos fazer uma promoção.

Se o “sim” ganhar, eu vou terminar a história e sortear um comentarista que irá receber um exemplar exclusivo do livro – feito por demanda.

Se o “não” ganhar, eu não vou terminar a história mas vou sortear um comentarista que poderá escolher qualquer um dos livros em que eu participo.

Mas assim, não vale comentários do tipo ‘deixa para lá, é uma m**** de história mesmo’ ou ‘continua, adorei’. Eu quero saber o porque de continuar ou não.

Valendo até o dia 20/04, para dar tempo de vocês lerem? Comentem aqui ou lá no Scriptonauta.

PS: O Scriptonauta foi uma grande experiência para mim. Recomendo mesmo a quem quer testar a internet como meio de publicação. Eles estão recebendo contos.

PS2: EU SEI que Drielle é o nome da namorada do Gorpo. Mas isso não quer dizer que ninguém mais possa usar o nome, pombas.;)

O Estronho Oeste de Cursed City invade o mundo.

Quem gosta de Western aí levanta a mão?

E quem gosta de Weird Western?

Ih, boiaram? WW é quando você pega aqueles velhos cenários de Faroeste e mistura com o que há de melhor e mais estranho na literatura fantástica. Lobisomens, vampiros, bruxos, duendes…

Essa vertente já se consolidou lá fora e vem aos poucos pegando no Brasil. A primeira antologia do gênero é justamente ‘Cursed City’, da Editora Estronho, da qual participei como convidada. Me diverti muito, afinal sempre gostei dos velhos filmes e livrinhos de bang-bang – meu pai passou esse gosto para mim.

Eu não sei o que tomei antes dessa foto, mas deu barato com certeza.

E a poucas semanas do lançamento, a antologia teve destaque até em um blog internacional! Nem preciso dizer que estou ansiosa para ter o livro em mãos.

Weird Westerns From Brazil My Encyclopedia of Weird Westerns was reviewed on the Galvanized blog recently where I discovered the Weird Western is gaining in popularity in Brazil. “Cursed City” is one of the latest Weird Western publications to be published. This is the synopsis from the publisher’s website. Please excuse the translation. Cursed City is an old western town, which like any other, lives with such diverse problems as troublemakers, cruel gunmen, prostitution, … Read More

via Encyclopedia of Weird Westerns

 

Um trechinho do conto procês:

A noite chegou praticamente de uma só vez, sem crepúsculo ou aquela luminosidade que se apaga aos poucos. Ramon recolheu os escravos, tentando não pensar no silêncio que os cercava. Os homens, imensos e imponentes, o seguiam como carneiros. A sensação estranha que o perseguia desde que o primo comprara aqueles escravos continuava. Talvez, quando a colheita terminasse, ele voltasse para o sul. José era um péssimo patron e aquele lugar era estranho demais, sinistro demais, escuro demais.

“Sim, é hora de tomar um rumo diferente na vida. Casar, ter filhos e sair desse buraco.”

Esperou que todos os escravos entrassem no barracão onde dormiam para então trancar a porta com um suspiro. Mais um dia tinha terminado.

Mas assim que começou a se afastar, em direção à cabana que dividia com o primo, ouviu o barulho de um galho quebrando. Podia ser um coiote, mas podia ser algo pior. Por ali, o pior geralmente era o que acontecia.

Olhou ao seu redor e não viu nada demais. A escuridão se estendia pela terra plana, na noite sem lua. O estalo se fez ouvir de novo e de repente uma lâmina gelada encostou em seu pescoço. Uma dor lancinante na nuca e a escuridão que estava ao seu redor finalmente o engoliu.

O que vem por aí: as novidades – I

Agora, posso voltar a respirar. Muita coisa aconteceu, entre animais doentes, trabalho e problemas familiares diversos. Nem sobrou tempo para mais nada – mas semana que vem, o ritmo de blogagem volta ao normal.

Por hoje, quero só começar a contar as novidades:

Pequenos Heróis

E começo bem. O album já vem sendo pensado pelo Estevão desde que eu o conheço, mas só agora tomou sua forma final. Amanhã, vai ser lançado com pompa e circunstância em São Paulo:

Mais informações nesse post que o querido Rober Pinheiro fez.

Espero todos os amigos paulistas por lá!