[Vida de Escritora] 9 Verdades e 1 Mentira sobre o que eu escrevo

Lá no facebook está rolando  uma corrente de verdades/mentiras. Achei bacana e resolvi fazer uma versão sobre o meu processo de escrita.

Será que vocês adivinham?

1- Apesar de hoje me considerar uma autora de Fantasia que por vez escorrega pra outros gêneros, comecei achando que ia escrever muita FC. De vez em quando, me vejo escrevendo FC e fico mega surpresa.

2- Não consigo escrever História Alternativa. Não dá. Adoro o gênero, acompanho tudo que o Gerson Lodi-Ribeiro escreve sobre, mas eu tenho uma trava bizarra. Já Fantasia Histórica flui super bem.

3- Odeio escrever ouvindo música. Atrapalha demais e acaba interferindo no ritmo do texto. Prefiro ligar a tv e deixar como ruído branco.

4- Um dos melhores conselhos que ouvi foi (claro) do Max Mallmann, que disse que todo bom escritor de prosa devia ler muita boa poesia pra treinar o ouvido e aprender coisas como ritmo e fluência. Procuro seguir sempre.

5- Consigo escrever 6.000 palavras num dia. Mas é raro eu ter a) tempo, b) disposição e c) ânimo para isso. OU seja, se eu me dedicasse a escrever e tivesse uma cabecinha funcional de verdade, eu provavelmente seria um Brandon Sanderson da vida – em termos de produtividade literária.

6- Me apego absurdamente a personagens e fico reciclando os bichinhos disfarçadamente em histórias diferentes. Davis, um personagem de pbem/fanfic, já apareceu em várias histórias minhas com nomes e aparências diferentes.

7- Antropomorfismo? Guilty. Adoro humanizar bichos, bestas e criaturas nas minhas histórias. Boa parte do ‘Atlas ageográfico’ tem ligação com isso, principalmente as partes sobre o Íbis.

8- Minha melhor escola como escritora foi participar de oficinas coletivas online e ler com olhos críticos o trabalho dos outros. Fazer preparação, leitura crítica, revisão, análise e tradução profissionalmente tbm me fizeram pensar muito no que e como escrevo, além de todo o meu processo.

9- Tenho uma pasta no PC cheia de docs de 1 a 3 páginas só com ideias e fragmentos que um dia podem ou não virar histórias. Vão de frases soltas a cenas isoladas, além de descrições de cenários.

10- Eu tenho um Tolkien interno que controlo com muito custo. Se deixar, saio descrevendo ambiente, background histórico, passado dos personagens e esqueço da história que quero contar (consegui reverter isso no Atlas, até por ser uma história que brinca com a questão do passado e do cenário)

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