O que vem por aí: as novidades – II

Vamos por um momento ignorar o calor abissal do Rio de Janeiro e falar de coisas boas: livros.

Semanas atrás, estive na JediCon para rever amigos e… lançar um livro.

O M.D. Amado, guardião do Estronho, me chamou para ser uma das autoras convidadas do primeiro volume de uma coleção bem interessante, a Extraneus. Se eu parei para pensar, quando ele me disse o tema, sequer pestanejei.

“Medieval Sci Fi”

Quem me conhece só um pouquinho sabe que, se eu tenho alguma tietagem literária, ela se resume em uma palavra:

Desde que por acaso o livro ‘A dama do falcão’ bateu nas minhas mãos, me tornei aficcionada pelo universo ficcional criado pela Marion Zimmer Bradley. Se a primeira vista pode parecer que é um universo de Fantasia, pense melhor.

Na verdade. Darkover é uma grande saga de Ficção Científica que se passa em uma ‘colônia perdida’, um planeta que foi colonizado por uma das primeiras naves que saíram da Terra com essa função mas que acabou se perdendo no caminho. Nos mais de 20 livros da série, o teor de FC vai se alternando- uns livros tem mais, envolvendo vários planetas, outros são praticamente fantasia ‘pseudo-medieval’ (acreditem, já perdi horas da minha vida discutindo se em Darkover existe feudalismo e vassalagem…) pura.

Além de Darkover, você pode pensar em pelo menos mais duas séries excelentes de livros: Dragões de Pern da Anne MacCaffrey (infelizmente ainda não traduzida no Brasil) e Duna, do Frank Herbert (o primeiro livro foi relançado no Brasil agora pela Aleph, u-hú!)

Então, coloquei mãos à obra. Resisti a tentação de fazer uma fanfic disfarçada das três séries (amo todas) e pensei em algo que fosse meu. Lembrei de um conto que eu tinha começado, mas parei por causa de uma mania muito feia que estou adquirindo: o excesso de worldbuilding. Comecei a rebuscar muito o cenário, aí a trama mesmo ficou de lado.

Mas nada que um prazo a ser cumprido não faça. E foi assim que as aventuras de Cartouche e sua companheira Noemia ganharam forma. O conto é um meio, não é um começo nem um final nas histórias que ainda tenho para contar desse cenário e desses personagens. Ele é um ponto de virada e traz uma grande mudança na vida dos dois – e tem um dragão.

Engraçado que quando o comecei, tentava fazer algo dentro do ‘new weird’, só para ver o que saia. Tem muito pouco de ‘new weird’ e saiu um conto muito dentro do meu estilo, mesmo que fuja da temática.

Só acho melhor parar de falar antes que eu mesma dê spoilers do conto. Mas esperem novidades sobre ‘A vida do tecnogitano Cartouche’. 🙂

Ah sim, deixa eu compartilhar aqui três coisas:

– O link no IMDB do filme que me inspirou;

– O vídeo do Blackmore’s Night com a música tema do meu Cartouche:

– A opinião do Cazeri – do Café de Ontem – sobre o conto:

Ana Cristina Rodrigues mantém um clima de fantasia clássica na história de Cartouche e vai, pouco a pouco, adicionando elementos científicos até compor um ambiente fantástico e único, com elegância nas palavras e criando um dos personagens mais carismáticos que conheci na atualidade.

Uau, né? Se quiser ler a resenha toda, vai no site dele – que é altamente recomendado!

E quem quiser comprar o seu exemplar com autográfo por R$ 20,00 mais frete (se for pra fora do Rio de Janeiro), só entrar em contato na caixa de comentários!

***

Essa semana começo as minhas retrospectivas. No FC e Afins, só resenhas de livros lidos esse ano. Aguardem!

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4 comentários em “O que vem por aí: as novidades – II

  1. Poxa, Ana, me deixou curioso pra ler esse conto agora xD Achei esse tema da Estronho bem diferente das propostas de antologias que aparecem por aí, realmente é um diferencial pra quem quer ler fantasia/fc nacional e de qualidade 🙂

  2. Tks pelo comentário Ana! Vou ficar de olho vivo pra ver a Underworld publicar Boneshaker 🙂

    E vou colocar “A Rainha da Tempestade” e “Dois para Conquistar” na fila. Vi também pessoas falando bem de “Cidade da Magia”…

    Sua lista de Top 20 livros não está no site, está?

    1. Oi, José. Coloque sim, que esses dois eu ‘agarantchio’. Eu até gosto de ‘Cidade da Magia’, mas de forma geral torço o nariz pros outros dois da trilogia das Renunciantes (‘A corrente partida’ e ‘A Casa de Thendara’).

      Sabe que ainda não parei para organizar essa lista e colocar aqui? Vai ficar na minha lista das coisas a fazer em 2011

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