Isto não é uma resenha.

Eu não acredito em coincidências, mas que elas existem, existem. Mais ou menos o que meu pai pensava de bruxas, até eu sair do armário de vassouras. Só que isso não vem bem ao caso agora.

Voltando a coincidências e blablabla, hoje estava eu na casa dos meus pais, depois de visitar a minha nova casa – mudo semana que vem – quando o carteiro tocou a campainha. Opa, correio? Com encomenda? No feriado? E pasme, era para mim.

Em um pacote cuidadosamente embalado (haja fita adesiva), dois exemplares do mais recente lançamento da Tarja aguardavam. Richard Diegues e Fábio Fernandes tiveram a gentileza extrema de me enviar um exemplar de ‘Dias da Peste’, o primeiro romance de um dos nossos melhores escritores de FC – e uma das minhas mais notórias referências no Fandom.

O outro exemplar? Tá disponível pra sorteio na comuna FC no Orkut. CORRE LÁ!

Voltando a vaca fria…

Oras, feriadão, marido trabalhando, calor demais pra voltar pra casa pra escrever… me encalacrei com o livro na frente do ventilador e fui ler. E li. Li o livro TODO.

Ok, o livro não é muito grande – mas teve livros da mesma editora e tamanho que eu fiquei semanas para ler. O troço é um pageturner de primeira e me prendeu até terminar mesmo.

Até me senti de volta à adolescência, quando minha mãe brigava pra que eu largasse o livro e fosse ‘lá fora’ (por lá fora, entendam qualquer lugar sem livros).

Como eu disse no título, esta não é uma resenha. É só pra dizer que o livro é foda, vão comprar right now.

Em mim, ele teve um efeito colateral. Me pus a pensar quantas das pessoas fundamentais na minha vida – aquelas que mudam seus paradigmas por um motivo ou outro – eu conheci pela rede. E fiquei assustada. Meu marido eu conheci virtualmente. Minha primeira grande desilusão amorosa também. Não o primeiro que partiu meu coração. Isso é normal e tal… Digo aquele cara que foi o primeiro a fazer você pensar ‘Putamerda, aquelas cartas que mandam pra Marie Claire são de verdade. Os homens SÃO uns canalhas e fazem qualquer coisa por sexo, mesmo o virtual” (aliás, ao contrário da imensa maioria dos meus amigos virtuais, esse – com quem voltei a falar a pouco – ainda não conheci pessoalmente); até mesmo a pessoa que me fez voltar a confiar em mim mesma também veio a mim por meios virtuais…

Não, o livro não fala sobre isso – ao contrário do que o seu senso comum possa dizer sobre livros cyberpunk, nem todos envolvem descrições preciosistas de imersões em realidade virtual. Foi só algo que bateu quando li o livro e seu relato de como a web mudou o mundo.

Em breve, uma resenha como o livro merece.

 

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Sobre anacristinarodrigues
Eu trabalho numa biblioteca. Estudo História. Escrevo. Leio. Traduzo. Uma traça que fala, basicamente.

3 Responses to Isto não é uma resenha.

  1. Nuno Rosa says:

    Tens razão. Os homens são todos uns canalhas.

  2. Fabio says:

    Puxa, essa foi a primeira “resenha canalha” da Peste! Sabe que gostei?

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