Retrospectiva – Livros de 2008 – C’est Fini

É, por agora chega.

Dos livros que li e não resenhei, digo que a ‘A torre negra’ eu comento no final da série, idem pro George Martin (isso é, se ele fizer o FAVOR de terminá-la) e os do China eu vou incluir num post sobre New Weird assim que ler a antologia do Vandermeer. O livro do Beraldo vai ter resenha no site do CLFC – ou no da Fábrica, já que o moço é um dos meus operários… Paradise Kiss já apareceu aqui antes e os dois shojos mangás (Nana e Gallism) irão receber resenhas só se as editoras prometerem continuar publicando. Já adianto que AMEI ambos, mas Nana é até agora a melhor coisa que já li em mangá.

Dos nacionais:

‘Confissões do inexplicável’,  André Carneiro. O problema de uma coletânea desse tamanho é o risco que se corre de ressaltar os defeitos de um autor, ao invés das qualidades. Aqui, a preferência do autor pelo tema ‘homem encontra mulher misteriosa, se apaixona, desvenda o mistério e vivem felizes para sempre’ salta aos olhos, tornando a leitura cansativa. De nada adianta um livro desse tamanho ser mais barato do que as edições da Aleph, como defendeu o ””editor”” responsável, se a qualidade não vale sequer a metade do preço. Sem contar os erros bizarros de revisão – que deixou passar um ‘IneSplicável’ numa das folhas de rosto e a capa mais poluída que o Tietê… O André está vivo e na ativa, uma coletânea melhor escolhida e menor seria mais digna do talento dele.

‘Caminho do Poço das Lágrimas’, André Vianco – hum. O livro é bonito, ilustrações que chamam a atenção e um tema até ousado para o público infanto-juvenil. Mas o estilo do Vianco ainda não me pegou. Pena, por todo o histórico, ele é um autor que eu adoria adorar.

Dos gringos, vou deixar de lado os mais badaladinhos e etc. Assim, eu destaco ‘Black Company’, do Glen Cook. Já é um livro meio antigo, da década de 1980. Fantasia suja, protagonizada por mercenários que não estão do lado bonito da força. Bem escrito e se eu não tivesse escondido o omnibus numa das arrumações, já estaria terminando a trilogia…¬¬

‘A Dança do Camaleão de Pedra’ foi escrito por um português, Ricardo Pinto, que mora em Edimburgo e escreve em inglês. É algo como se a Ursula Le Guinn tivesse tido um caso secreto com o Tolkien e este livro fosse o fruto proibido dessa relação. Se fosse menor, seria perfeito, PRINCIPALMENTE pela ousadia no relacionamento dos protagonistas.

‘The deed of Paksenarion’ da Elizabeth Moon foi meu tiro no escuro – e na água – do ano passado. Sério, eu juro que tive uma paladina numa mesa de AD&D com o mesmo background/histórico da protagonista da série. Mas a Moon escreve bem, vou procurar mais coisas dela.

Vocês sabiam que a Tor tem um selo para chick-lit fantástica (no sentido de ter elementos fantásticos, não de ser boa – longe disso)? Na leva de ebooks, acabei lendo dois, ‘Touch of Evil’, de CT Adams e Cathy Clamp, e ‘In the midnight hour’ de Patty o’Shea. Sabe ‘Charmed’? Sabe ‘Melancia’? Sabe ‘Bridget Jones’? Por aí. Mas ainda são mais divertidos que ‘Crepusculo’… Rola sexo, à vontade e sem culpa, e os protagonistas masculinos não tem carinha de menininha…:P

A Shadow in Summer’ do Daniel Abraham para mim sofre do grande mal do mercado americano, que é a obrigação de preencher um certo número de páginas. Com cem páginas a menos, o romance seria perfeito – mas registro que adorei o sistema de magia como poesia.Então, é isso.

 

Apesar do ano só começar depois do carnaval, adiantei e fechei a conta de 2008 hoje. 😉

 

Vocês já viram a capa do MEU livro?:D

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