Como escrever um romance

First of all:

Obrigada pelos elogios, pessoas. Eu me faço de humilde mas é porque eu preciso ser elogiada. Meu ego precisa de massagens diárias e como ando presa em casa por causa do pé…
– Mila, li ‘O nome da rosa’, mas não o Baudolino. Tenho mas ainda não li.
– Caro ‘junker-que-eu-sei-quem-é’, se você assinar com um perfil identificável e fizer uma crítica sólida, eu deixo o comentário ficar. Ou o melhor: não deixo. Não sou obrigada a aguentar anônimos rancorosos postando seu fel por aqui. Não gosta? Não leia. Nhé.
***
Bem, nos comentários da primeira postagem sugeriram que eu escrevesse de forma não linear, indo do final até o começo.
Na verdade, isso é escrever de forma linear, só invertida. O que acontece comigo, no caso de Finisterra, é justamente uma escrita não linear. A primeira coisa que escrevi foi aquele trecho que postei ontem. Depois o primeiro capítulo, então o final, o prólogo, trechos do que deve ser o 5o capítulo.
E foi aí que dei a primeira travada. Por mais que tentasse escrever qualquer trecho da história, não saia nada. Respirei fundo e tentei ir pelo caminho mais certinho, começando o segundo capítulo… Avançei algumas páginas e nada. Não consigo tirar as embarcações do Tejo.
A lógica reversa também não funcionou. Avançar do final até o começo.
Eis o ponto desde blog, tentar me focar no universo ficcional que eu criei.
Sugeriram escrever contos. Oras, se eu tivesse outras histórias para escrever, as escreveria, mas não é o caso. A história que eu quero contar é como Rui de Pina e Pero de Caminha participaram de uma expedição importante. E isso conta-se em um romance, com seus detalhes e seus caminhos. E claro, seus coadjuvantes.
Outro comentário é que me ‘rendi’ à atual modinha dos ‘escritores revelação’ de criarem blogs para ficar divulgando obras que nem sempre estão prontas ou em via de publicação. Este não é o caso em absoluto. Aqui, não vai ter descrições de personagens que parecem históricos ruins de ficha de RPG. Posso até dividir o que penso sobre as pessoas do meu livro, se for uma questão relevante.
Não vou postar capítulos inteiros. Trechos por vezes irão aparecer . O de ontem foi para apresentar a obra. Se eu tiver algum problema com um trecho em específico, sim, posso colocar.
Isso aqui é pra bater papo e receber feedback, tentar dividir um processo e desbloquear a escrita.
Não, ainda não surtiu efeito…

Sobre anacristinarodrigues
Eu trabalho numa biblioteca. Estudo História. Escrevo. Leio. Traduzo. Uma traça que fala, basicamente.

4 Responses to Como escrever um romance

  1. Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ disse:

    Ana, pena que ainda não surtiu efeito, mas é cedo.

    Não tenho experiência em sequer tentar escrever romances, por isso não tenho nenhuma dica “objetiva” a dar.

    Mas, eventualmente, isso pode ajudar:

    1. Pegue um pedaço do livro, uma determinada parte e tente contá-la como um dos personagens mais secundários. Pode ser num e-mail para algum dos beta readers ( 😀 ), como se fosse a pessoa descrevendo “então, saiu aquele monstro do mar e todos se jogaram para o porão, com medo, mas eu fiquei ali de pé” sem NENHUM compromisso com a realidade da história, suas implicações, coerência com outros capítulos, etc. Isso de repente pode ajudar a destravar.

    2. Você já deve ter algo assim, mas faça um “guideline” da história, uma linha do tempo e anotações sobre o capítulo/trecho que está especificamente tentando escrever.

    De repente, isso pode ajudar. Espero que sim 😀

    :**

  2. Jacques Barcia disse:

    Escrever é preciso. Ouvir abobrinhas não é preciso.

  3. tibor disse:

    Já tentou óleo de mamona? Dizem que é boooom!

  4. ictoon disse:

    Ana, meu jeito é não me preocupar com o conjunto da trama no primeiro momento. Partir de uma concepção provisória do mundo e dos personagens e imaginar o que fariam na situação em que foram postos, sendo eles quem são.

    A história pode não tomar o rumo que você imaginava no começo, mas começa a ganhar vida, os personagens e o mundo ganham mais concretude e definição, as contradições começam a ser podadas e fica mais fácil prosseguir.

    Depois, se a primeira tentativa conduz a um resultado que não funciona bem, você pode descartá-la e tentar outra. Que outra coisa os personagens poderiam ter feito? E se houvesse uma outra ilha no caminho? E se encontrassem outra coisa na Finisterra? Mas depois de terem vivido uma aventura, ainda que descartada, você já os entende melhor e tem mais clareza para atingir o efeito que pretende.

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