Um blog para escrever um livro

Chega uma fase em que travamos. De todo. Em tudo.

E foi o que aconteceu comigo. Minhas leituras não andam, meus estudos pararam, minha escrita… hum, melhor nem começar por aí. Quase pensei, primeiro, em abandonar tudo. Mesmo. Tipo, largar tudo e sumir na vida? Dane-se o mundo, eu vou ser hippie e visitar um guru na Índia.

Mas isso é sooooooooooooo last season (ando usando gírias esquisitas, não liguem). Se o Ringo Star fez, não pode ser hype. Então, achei que pudesse ser uma pessoa séria, me dedicar apenas ao trabalho e ao mundo acadêmico.

Estou proibida de beber por enquanto e aturar um mundo em que só exista BN e UFF sóbria… Oh well. Não dá. MESMO.

Então decidi: ia dar um boot na minha vida literária, largar esse negócio de literatura especulativa e partir para coisas ”sérias”, realistas, maduras.

Preciso dizer que eu *não* sei fazer isso?

Conclui que a vítima da vez seria o meu *cof* romance*cof* de ‘fantasia-história-alternativa-valsa-do-lusitano-pancada’ que tento escrever, com o título provisório/definitivo de Finisterra: viagem ao fim de tudo. Bom título, péssimo subtítulo. Até porque, vejam bem… faz pra mais de oito meses que escrevi algo sobre os descaminhos dos dois cronistas lusos.

Mas recebi incentivos (do Tevão, meu namorado) e ameaças (de alguns leitores betas, Jacques Barcia entre eles).

Vamos então tentar resolver isso com esse blog. Como assim? Espero que desenvolvendo idéias, conversando ou mesmo me obrigando a escrever 3 vezes na semana aqui (atualizações 2as, 4as e 6as) eu consiga atravessar o Grande Oceano.

Pois foi justamente aí que eu parei. Apesar de já saber o final (sem spoilers, só digo que tio Martin me ensinou algo), não consigo partir literalmente. O primeiro capítulo – que precisa e muito ser reescrito – para com todos os personagens apresentados. A parte do segundo que escrevi termina abruptamente no porto de Lisboa, às margens do Tejo, depois que o Imperador Dom Manuel segue em comitiva até os barcos, já prontos para sair.

E agora? Porque me recuso a deixar Pedro Alvares Cabral liderar a sua esquadra em rumo ao ‘cabo do fim do mundo, onde a terra acaba e o mar começa’? Porque não consigo fazer a narrativa fluir em meio a calmarias e tempestades do Oceano, primo-irmão do nosso Atlântico?

Talvez eu precise de companhia. Por isso, vou largar aqui reflexões, pedaços não reveladores, explicações e até falar sobre as minhas dificuldades para seguir nessa viagem.

Estão dispostos a me acompanhar?

Sobre anacristinarodrigues
Eu trabalho numa biblioteca. Estudo História. Escrevo. Leio. Traduzo. Uma traça que fala, basicamente.

10 Responses to Um blog para escrever um livro

  1. Estevão Ribeiro disse:

    Eu estou nessa, Capit�o! At� o fim de tudo! 😉

  2. Douglas MCT disse:

    Estou disposto!
    Manda brasa, Anevil! 😉

  3. AmazingGoldenBoy disse:

    Bora, bora!

  4. Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ disse:

    Opa. Eu não ameacei por que seria hipócrita da minha parte. Hehehehe.

    Bom texto de abertura. Com um convite assim, como recusar? Estou aqui! 🙂

  5. Alexandre disse:

    É um começo. 🙂
    Mas já que você sabe como é o final, o escreva.
    E depois escreva a parte imediatamente anterior a ele.
    E depois escreva a parte imediatamente anterior a esta.
    E vai sucessivamente até encontrar o ponto até onde você escreveu. 🙂

  6. Fernando S. Trevisan - http://fernandotrevisan.com.br/ disse:

    Alexandre, aí você tem um ponto que vale discussão. Eu nunca escrevi um romance, nunca sequer tentei (embora tenha vários na minha cabeça).

    É lógico e óbvio que escrever “não-linearmente” é melhor do que escrever linearmente, mas não seria um tanto mais complicado em questões de ritmo, interligação, etc?

    Ana, você consegue isso, de escrever de forma não-linear?

  7. Paulo_Sunao disse:

    Cara amiga Ana,

    Em primeiro lugar … Puxa, obrigado por me considerar um amigo !!!

    Incentivo-a a perseverar!

    Meu comentário:
    Não há um fim na terra 😉 Talvez o pessimismo que consuma o imo deixe-se levar para o fim, mas uma perna quebrada não é nada. É o tempo para meditar, é o tempo para escrever, é o tempo para dedicar-se a si mesma !

    Tudo de bom 🙂

    UGA,
    Paulo Sunao

  8. Romeu Martins disse:

    Deveras curioso para ler esta valsa do portuga pancada…

  9. Arnobio disse:

    Muito interessante. Gostei tanto do título quanto da estória.
    Qualquer coisa, estou aqui, do mesmo lado deste continente.

    Corra, que estamos aguardando.

    Parabéns!

  10. Arnobio disse:

    Corre Aninha! -risos-

    Muito interessante. Não só gostei do Título como da estória.
    Acredito, que vai ter muita água pela frente, ou seja, muitas páginas. E isto é legal.

    Estamos aguardando.

    Abraço.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: