O Sábio de Osgoroth

(Olá a todos, desculpem o grande sumiço. Andei em entressafra de produção. Vamos ver se consigo retomar as coisas por aqui e em todos os outros lugares.)

O Grande Castelo onde vive o Sábio de Osgoroth fica em Esmeraldine, no centro de nossa galáxia. Poucos são os considerados dignos de apresentar-se no seu salão principal, onde o Sábio concede um pedido a cada pessoa. O caminho é longo, passando pelo Cinturão de Asteróides Amarelos, numa jornada cheia de perigos e confusões.

A primeira pessoa a conseguir foi Dorothée, uma Exilada do sistema solar. Foi mandada embora de seu planeta por ter possibilitado a Invasão Terceira; e desde então ficou como mercenária errante, buscando juntar dinheiro para a viagem até Esmeraldine.

Seu pedido foi simples, uma esquadra para poder tomar o controle de seu planeta natal. O Sábio mobilizou todas as naves dos arredores de Esmeraldine e atualmente, a jovem mercenária intitula-se Imperatrix Dorotea, tendo poder sobre todo o sistema solar.

A seguir, um bravo espécime de Leonídeo de Antares IV. Nasceu para governar seu mundo, mas perdeu um duelo para seu irmão. Desejou junto ao sábio que lhe fosse concedida uma segunda chance, em um novo duelo. Os contatos diplomáticos do Sábio agiram a contento, e Rei Liar III conseguiu voltar ao seu reino.

Anos depois, um monte de palha foi levado à presença do grande senhor de Osgoroth por uma jovem vegetalina. A palha era tudo o que restara de seu irmão, morto em uma epidemia. Por ironia, ele era o maior cientista de seu mundo, Vegetalis, e o único que poderia achar a solução para a doença. Seu pedido foi um dos mais complicados: queria a mente de seu irmão de volta. Os pesquisadores que trabalhavam em Esmeraldine fizeram um esforço conjunto, e a jovem saiu do planeta com a sabedoria de seu irmão.

Por muitos séculos, o Sábio foi deixado em paz, gerindo o seu mundo.

Até que um dia, sua paz foi interrompida. Um ser de lata avançou por seu salão. Os sensores óticos emanavam uma luz vermelha e mortiça. Sua voz eletrônica disse, em um som atonal, o seu desejo. Queria ter sentimentos.

O Sábio de Osgoroth riu, pela primeira vez em milênios. O robô, confuso, perguntou o motivo da risada.

Foi então que o Sábio revelou-se. Era um computador, programado para governar o mundo de Esmeraldine. Não poderia atender o pedido por ser incapaz ele mesmo de sentir emoções.

O robô aproximou-se e desligou o grande computador.

Agora, ele é o Sábio de Osgoroth.

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