A natureza de Deus. Ou o deus da Natureza?

Hoje, acho que percebi porque deixei de lado o cristianismo. Porque, apesar de me manter essencialmente monoteísta, não consigo visualizar Deus da mesma forma que a maioria das religiões reveladas.

Deus, para mim, manifesta-se da forma mais clara e absurdamente absoluta na Natureza (e já assim o via Fernando Pessoa/Alberto Caeiro). Então, não há nada mais lógico do que celebrar a nossa união com o Divino, com o Universal, com a Essência de Tudo senão seguindo o ritmo dessa Natureza, comemorando as mudanças que ela torna visiveis.

E o que nós fazemos? Atrelamos nossa espiritualidade, nossa religiosidade ao ciclo de vida de homens. Ontem – ou hoje, nem sei, por exemplo, a Igreja Católica comemorou a Visita de Maria, mãe de Jesus, a sua prima Isabel. O que isso, um fato prosaico acontecido há mais de dois mil anos, tem a ver comigo?

Não é muito mais interessante comemorar as mudanças de estação? Que aconteciam há dois mil, e ainda acontecem. E vão estar acontecendo em dois mil anos, se o mundo não acabar antes…

Abraços!

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3 comentários em “A natureza de Deus. Ou o deus da Natureza?

  1. «Querer colocar em oposição a ciência natural e a religião… só pode ser coisa de gente ignorante nos dois assuntos.»

    (Paul Sabatier, Prêmio Nobel de química de 1953)

  2. Senhor Rosa. Esta é uma citação extremamente dúbia. Porque?
    Você pode estar concordando comigo, colocando a citação para reforçar
    a minha opinião de que a dicotomia entre os ciclos naturais e os
    religosos é algo artificial e grosseiramente construído. Aí nada
    resta a fazer senão me desesperar…Ou você pode estar discordando de
    mim. E aí eu posso argumentar – além de ficar feliz a beça!
    Considerando que seja o último caso – só para eu não ter que mandar
    outro comment. Eu não opus ciência natural e religião em momento algum.
    Até mesmo porque eu creio que, apesar da citação ser extremamente
    dúbia, analisando a forma e a data, o cientista coloca como “ciência
    natural” não a natureza, mas sim o que chamamos de ciências duras. è
    mais ou menos como Einstein, que dizia não acreditar que Deus jogasse
    dados com o Universo, querendo mostrar que a física era uma prova da
    existência de Deus, pois eliminava o aleatório e o caótico.
    A minha oposição foi entre a forma equivocada – na minha humilde
    opinião de neofita no meio pagão – das religiões reveladas- não só o
    cristianismo, mas o islamismo e o judaísmo também – comemoraram os
    ciclos.

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