Mudam os meios, os espertos continuam…

Agosto 29, 2008

Além de babacas, resmungões, otários e trolls, há mais uma coisa que eu odeio na internet: spams. E dentre todos, o que eu mais odeio é o da ‘herança nigeriana’.

Desde meu primeiro email no IG, lá por 1995 – nem era IG, acho, era um outro nome – venho recebendo com constância essas mensagens incômodas. Semana passado, no Gmail, recebi um novo. Dessa vez, não era uma herança fabulástica. Apenas, o singelo aviso de que me tornei a responsável por intermediar a pequena fortuna de 15 milhões de euros a serem doados para instituições de caridade:

FROM MR CHRISTPHER MORAN.

website:http://www.hoberg.co.cc/

DEAR SIR/Madam,

RE: FUND TO INVEST IN CHARITABLE ORGANIZATIONS IN YOUR COUNTRY TOTALLING FIFTEN MILLION EUROS (15,000,000.00 ONLY)

I am chairman of non profit organization we came across your email address when we organised a random balloting lottery in search for a reputable, capable individual or organisation in your country that would manage the funds prudently. As a result, your name was selected.
As it is out annual tradition in assisting mankind for a better living condition and world peace, my organisation has approved the sum of
fifteen million euros only (EUROS 15,000,000.00) this year as a NON RE-PAYABLE Fund to be given to you to invest in charitable organisations in your country. Upon the Release of these funds to you, we will send an agent to your country to monitor the impact made to charitable organisations on a periodic basis. If you are ready to obtain the funds as stated above, kindly e-mail to me your telephone and fax numbers. I will inform you next step for This process of securing these funds in your name. I await your prompt reply which should be sent to the following Email:christophermorandept@myway.com

BEST REGARDS.
MR CHRISTPHER MORAN. (Chairman)

website:http://www.hoberg.co.cc/

 Meigo, né?

Um dos meus desejos literários secretos é fazer um romance usando os spams… Pena que já teve gente pensando, escrevendo e publicando:

http://www.amazon.com/Good-Spam-Ugly-Steve-Graham/dp/0806528249


Rosnando…

Agosto 29, 2008

Eu queria, uma única vez, que os babacas do mundo me errassem. Essa gente que só sabe reclamar, apontar defeitos, mas que na hora de fazer, faz o dele e os outros que se danem. Pessoas que gostam de desmontar o pouco que os outros fazem.

Esse tipo de gente podia ir estudar ursos no Alaska…


Paradise Kiss – ou como fazer um shojo mangá irônico e doce

Agosto 18, 2008

Quem me conhece, sabe que eu sempre tive uma resistência MUITO grande aos mangás para meninas, os chamados ’shojos’. E sempre tive MESMO. Não posso negar, obviamente, que vez por outra uma dessas historinhas dramáticas e clichês conseguia me cativar – como por exemplo ‘Angel’ e ‘A princesa e o cavaleiro’. Claro que isso se dava por mérito da força da narrativa, como aconteceu em ‘Mars’, uma série que tem vários e vários dos clichês do tipo, como a mocinha isolada, o anti-mocinho rebelde, os amigos cômicos, problemas com pais… E não aconteceu em ‘Karekano’, um grande sucesso do shojo, repleto dos mesmos clichês e arquetipos, mas que – para mim – tem uma narrativa frouxa, artificialesca e puxada demais para um farsesco pouco convincente.

Mais um título se juntou a seleta lista de ‘ei, é shojo mas eu gosto’.

Faz uns dias, acompanhei o marido no Plaza, aproveitando a noite juntos antes dele ter que voltar a Vitória para resolver uns assuntos. Finalzinho, com o shopping quase fechando, passamos na loja de revistas para que ele comprasse alguma coisa para ler enquanto estivesse fora.

Compulsiva que sou, logo fui escolher alguma coisa para mim. As revistas de história estavam pouco apetitosas, as a de administração/negócios me pareciam indigestas… então, passei para a parte dos mangás.

Um tanto desconfiada, comprei ‘Paradise Kiss’, um pacote com os três primeiros (só depois da compra soube serem cinco volumes no total, graças ao Lancaster), muito tentada pelas capas em tons fortes e com personagens estilosos. Os outros dois vieram quando fui tragada pela história.

Ok, surpresa, o negócio é bom. A trama gira em torno da protagonista, Yukari Hayasaka (não me cobrem preciosismos, eu lá sei o que é nome ou sobrenome, só soube soletrar porque colei do volume), que está se preparando para… hum… aquele negócio que é parecido com o nosso vestibular mas muito MUITO mais cruel (sim, acho o sistema japonês sádico, pra dizer o mínimo) e suas descobertas sobre alternativas a vida que sua mãe planejou – e cobra dela com um sadismo exemplar. O que traz opções à essa moça alta para os padrões japoneses é um encontro casual com Jôji Kozumi, um jovem estudante do que seria uma ‘escola técnica de moda’. A partir desse momento, trava conhecimento com o grupo de Jôji – ou ‘George’, os integrantes do ateliê ‘Paradise Kiss’, ou ‘ParaKiss’. Todos são estudantes e colegas de George, porém muito diferentes entre si: Miwako, Arashi e ‘Isabella’, um homem vestido de mulher, de atitudes e pensamentos femininos.

Como todo o bom shojo, Yukari – que recebe o nome de ‘Caroline’ – se envolve com o conturbado ‘George’, numa relação cheia de idas e vindas, e que contribui para o amadurecimento de Carol. Mas como só acontece quando a pessoa que escreve tem realmente talento, a trama se desenvolve com bom ritmo, os personagens secundários e suas histórias fluem bem, cruzando-se com o conflito entre ‘Carol’ e ‘George’ mas sem fazê-lo perder importância ou coerência.

O mais interessante são os toques de metalinguagem, que a toda hora lembram o leitor que ele está com um mangá em suas mãos. Aliás, especificamente um shojo. E estes momentos são irônicos, como a personagem Isabelle reclamando que aparece pouco, ou dizendo ‘ei, o que você queria, isso é um SHOJO’ em momentos de melosidade.

E aqui vem um grande spoiler, não leia se tiver interesse em adquirir ParaKiss – o que eu recomendo MESMO.

Sabe o final básico do shojo mangá? A mocinha apaixonada e o anti-herói-igualmente-apaixonado-mas-relutante acertando suas diferenças e vivendo felizes para sempre?

Naaaaaaaaaaaaaaaaaaah. Nada disso, crianças. George vai para Europa, viver seu sonho de viver dos modelos que cria.

Carol? Ficou, viveu sua vida, a vida NOVA de modelo que escolheu para si depois de conhecer o pessoal do ParaKiss, acabou casando com o nerd-bonzinho-que-era-seu-melhor-amigo.

Tristeza? Amargura pelas promessas não cumpridas do primeiro e grande amor? Bom, não para nossa protagonista. Ela está SATISFEITA E FELIZ.

E isso é ótimo, porque é assim que a vida é. Geralmente, a pessoa com quem você casa e passa um bom tempo – se não o resto da sua vida – não é seu primeiro amor. Muitas vezes, sequer é o seu grande amor.

Estes servem para amadurecer você, preparar você para tudo o que você ainda vai passar. Foi isso que George foi para Carol em ParaKiss.

O outro mangá de Ai Yazawa, Nana, um sucesso estrondoso no Japão está sendo lançado no Brasil. O primeiro volume – que eu já li – promete bastante. Não tem a metalinguagem tão vísivel quando em ‘ParaKiss’, mas são histórias tão reais quanto a de Carol.


De começos, fins e príncipios

Agosto 6, 2008

Sumi, eu sei.

Sem desculpas, a vida é essa e infelizmente não sou paga para escrever. Finisterra anda indo, devagar e sempre. Prometi ao Estevão que não durmo sem trabalhar pelo menos uma página do livro todos os dias. Assim, tem dias que eu escrevo, outros revejo.

O começo do livro estava me preocupando. A primeira introdução, escrita como se fosse Rui de Pina, me parece longa, pomposa e enfadonha:

http://br.geocities.com/anacriscr/intro.doc

Escrevi outra, mais direta e simples, porém me pareceu mais… fraca:

http://letraevideo.wordpress.com/2008/07/08/finisterra-moonspell-ana-cristina-rodrigues/

ENquanto isso, ignoro o problema e sigo escrevendo. Um dia, isso termina.


De volta!

Agosto 6, 2008

É, o PhD está me comendo viva, crianças, mas sou uma traça resistente.

Anyway, algumas coisas:

- O couvert do La Mole continua excelente.

- Dark Knight é sensacional!

- Finisterra? Vai bem, obrigada.:)